Publicado em: 01/08/2025 às 11:35hs
Os contratos futuros de açúcar encerraram a quinta-feira (31) em queda nas bolsas internacionais. O recuo foi motivado pela divulgação de dados da safra brasileira, que indicam produção acima das expectativas para a primeira quinzena de julho na região Centro-Sul do país.
De acordo com a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil somou 3,4 milhões de toneladas nas duas primeiras semanas de julho, o que representa um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número também ficou acima da estimativa da S&P Global, que previa 3,3 milhões de toneladas.
O bom desempenho foi impulsionado por uma moagem expressiva, que alcançou 49,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, e por um mix mais açucareiro, com 53,68% da matéria-prima destinada à produção de açúcar.
Apesar do avanço na quantidade produzida, a qualidade da cana-de-açúcar foi afetada pelas chuvas. Segundo a UNICA, o Açúcar Total Recuperável (ATR) caiu 6,8%, atingindo 133,66 kg por tonelada — um fator que pode impactar a rentabilidade do setor.
Nas bolsas de Nova York e Londres, os contratos futuros de açúcar registraram desvalorização:
No Brasil, o açúcar cristal também apresentou queda. De acordo com o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 kg foi cotada a R$ 120,45, com retração de 0,12% em relação ao dia anterior.
Enquanto o açúcar recuou, o etanol hidratado teve valorização no mercado interno. Segundo o Indicador Diário Paulínia, o metro cúbico do biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.755,50, alta de 0,77%.
Os números refletem um cenário misto para o setor sucroenergético: ao mesmo tempo em que a produção avança e surpreende positivamente, fatores como clima e qualidade da matéria-prima seguem exigindo atenção do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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