Publicado em: 08/06/2026 às 11:40hs
O mercado internacional do açúcar encerrou a primeira semana de junho pressionado pelo cenário de ampla oferta global, refletindo o avanço da produção nos principais países exportadores. Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros registraram novas perdas na sexta-feira (5), enquanto o mercado físico brasileiro apresentou estabilidade nos preços.
A combinação entre o crescimento da safra no Centro-Sul do Brasil e o aumento das exportações da Tailândia continua influenciando o comportamento dos investidores, reduzindo o espaço para movimentos mais expressivos de recuperação das cotações internacionais.
Os contratos futuros do açúcar bruto fecharam o pregão em baixa na ICE Futures US, em Nova York. O vencimento para julho de 2026 registrou queda de 0,13 ponto, encerrando o dia cotado a 14,14 centavos de dólar por libra-peso.
Já o contrato outubro de 2026 recuou 0,10 ponto, fechando a 14,63 centavos por libra-peso. O vencimento março de 2027 também apresentou desvalorização, com perda de 0,09 ponto, terminando a sessão a 15,53 centavos por libra-peso.
O movimento reforça a percepção de que a oferta mundial segue confortável, fator que tem limitado a reação dos preços mesmo diante das preocupações climáticas que ainda cercam algumas regiões produtoras.
No mercado doméstico, o açúcar cristal branco comercializado no estado de São Paulo apresentou estabilidade, segundo levantamento do CEPEA/ESALQ.
O Indicador CEPEA registrou cotação de R$ 93,24 por saca de 50 quilos no dia 5 de junho, mantendo o mesmo valor observado na sessão anterior.
Apesar da estabilidade diária, o indicador acumula valorização de 0,26% desde o início de junho, demonstrando um comportamento mais equilibrado do mercado físico em comparação à volatilidade observada nas bolsas internacionais.
O mercado segue atento ao desempenho da safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro, principal região produtora de açúcar do mundo. O avanço da moagem e a expectativa de maior disponibilidade da commodity reforçam a pressão baixista sobre as cotações.
Além disso, a Tailândia, segundo maior exportador global de açúcar, vem registrando crescimento nas vendas externas, ampliando a oferta disponível no mercado internacional.
Esse cenário contribui para a manutenção de preços mais baixos e reduz as expectativas de recuperação consistente no curto prazo.
Para as próximas semanas, os agentes do setor deverão continuar monitorando o ritmo da produção nos principais países exportadores, além das condições climáticas nas regiões produtoras de cana-de-açúcar.
Embora eventuais problemas climáticos possam gerar volatilidade pontual, o cenário atual de ampla oferta global continua sendo o principal fator de influência sobre as cotações do açúcar, tanto no mercado internacional quanto nas negociações domésticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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