Publicado em: 04/03/2024 às 10:10hs
Os contratos futuros do açúcar tiveram um início de março em baixa nas bolsas internacionais, sinalizando um cenário mais otimista em relação aos efeitos climáticos no Brasil e ao aumento nas exportações, conforme apontado por analistas consultados pela Reuters.
Durante a sessão da última sexta-feira (1) na ICE Futures de Nova York, o lote maio/24 chegou a atingir a mínima de quase dois meses, sendo negociado a 20,96 centavos de dólar por libra-peso. No encerramento, contudo, houve uma leve recuperação, e o contrato finalizou o dia sendo comercializado a 21,09 cts/lb, registrando uma queda de 60 pontos, ou 2,8%, em comparação com os preços da véspera. Os demais contratos também fecharam em baixa, variando entre 20 e 62 pontos.
Segundo informações da Reuters, revendedores indicaram que o mercado direcionou sua atenção para as exportações robustas do maior produtor mundial, o Brasil, reduzindo a preocupação com obstáculos logísticos. Além disso, as colheitas de açúcar na Índia e Tailândia, outros grandes produtores, parecem estar superando as expectativas nas fases finais da safra de cana-de-açúcar, conforme apontou a Wilmar, uma trader de commodities sediada em Cingapura.
Na bolsa de Londres, as cotações do açúcar branco também registraram queda em todos os vencimentos na sexta-feira. O lote maio/24 foi negociado a US$ 602,60 a tonelada, com uma desvalorização de 12,50 dólares em comparação com o dia anterior. Já a tela agosto/24 fechou a US$ 587,50 a tonelada, apresentando uma queda de 13 dólares. Os demais contratos apresentaram recuos entre 6,70 e 13,20 dólares.
No mercado interno, o cenário de baixa também foi observado nas cotações do açúcar cristal, conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 143,12, representando uma desvalorização de 1,45% em relação aos valores registrados na quinta-feira, que foram de R$ 145,23.
Fonte: Portal do Agronegócio
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