Publicado em: 29/04/2016 às 10:30hs
Os números da safra de cana-de-açúcar e da produção de açúcar no Brasil continuam pressionando as cotações da commodity nas bolsas internacionais que fecharam novamente em queda ontem. Na bolsa de Nova York, no vencimento maio/16, o açúcar fechou com 23 pontos de desvalorização, cotado a 15,32 centavos de dólar por libra-peso. Nas demais telas as quedas oscilaram entre 10 e 18 pontos.
Londres também fechou em baixa em todos os vencimentos. Na tela agosto/16, o primeiro vencimento, a desvalorização ficou em 3,10 dólares e negócios firmados em US$ 457,70 a tonelada. Os demais vencimentos fecharam entre 2,40 e 3 dólares de baixa.
Análise trazida pelo jornal Valor Econômico desta sexta-feira (29) mostra que o mercado sofre ainda a pressão dos números de uma produção alta na primeira quinzena da safra, entre 1º e 15 de abril, onde se produziram 1,429 milhão de toneladas de açúcar, quatro vezes mais que a mesma quinzena de 2015. Para o gerente de análise de mercado da Czarnikow, uma das maiores tradings de açúcar do mundo, Henrique Hakamine, a produção da segunda quinzena de abril deve ser similar à primeira, o que estaria pressionando as cotações.
Mercado doméstico
Os preços do açúcar no mercado doméstico tiveram sua terceira baixa consecutiva segundo o índice Cepea/Esalq, da USP. As usinas paulistas negociaram o açúcar cristal em R$ 75,43 a saca de 50 quilos, queda de 0,58% no comparativo com os preços praticados na véspera.
Etanol diário
Já os preços do etanol hidratado, medidos pela Esalq/BVMF, voltaram a cair ontem. Os negócios foram firmados em R$ 1.285,00 o metro cúbico, baixa de 0,62% no comparativo com os preços praticados na quarta-feira.
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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