Publicado em: 30/04/2024 às 10:50hs
Os contratos futuros do açúcar começaram a semana com significativa valorização nas bolsas internacionais, sinalizando perspectivas positivas para a commodity. A alta da demanda, tanto para o açúcar quanto para o etanol, tem impulsionado os preços, enquanto a produção na Índia enfrenta desafios.
Em Nova York, na ICE Futures, o contrato de maio de 2024, que expirou nesta terça-feira, fechou com alta de 80 pontos, sendo negociado a 20,20 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de julho de 2024 subiu 69 pontos, chegando a 19,78 centavos por libra-peso. Outros contratos futuros também registraram aumentos, variando entre 21 e 61 pontos.
O banco JP Morgan divulgou um relatório apontando perspectivas favoráveis para o setor de açúcar. O documento destacou um ambiente interno propício para a produção da commodity, ao mesmo tempo em que pressões na produção indiana indicam uma possível diminuição da oferta. O relatório sugere que o mercado está mais otimista em relação à dinâmica do setor e prevê um aumento nos preços tanto do açúcar quanto do etanol.
Em Londres, a ICE Futures também registrou alta nas cotações do açúcar branco. O contrato de agosto de 2024 fechou em US$ 573,80 por tonelada, uma valorização de 10,10 dólares em comparação com os preços de sexta-feira. O contrato de outubro de 2024 subiu 10 dólares, sendo negociado a US$ 552,40 por tonelada. Os demais contratos futuros apresentaram ganhos entre 7,40 e 11 dólares.
Enquanto isso, no mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, mostrou queda nos preços do açúcar cristal pelo quarto dia consecutivo. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 144,98 pelas usinas na segunda-feira, uma desvalorização de 1,13% em relação ao preço de R$ 146,63 na sexta-feira anterior.
Por outro lado, o etanol hidratado registrou seu terceiro dia de alta no Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 2.435,50 por metro cúbico, um aumento de 0,25% em relação ao preço de R$ 2.429,50 registrado na sexta-feira.
Esses movimentos nos mercados internacionais e internos refletem a crescente demanda por açúcar e etanol, bem como as incertezas relacionadas à produção em outras regiões. A combinação de fatores sugere que as tendências de alta devem continuar no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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