Publicado em: 15/12/2023 às 10:30hs
Os contratos futuros do açúcar encerraram a quinta-feira (14) em elevação nas bolsas internacionais, recuperando-se de uma mínima de 8 meses e meio na ICE Futures de Nova York. A alta, que atingiu 1%, foi atribuída à contínua venda de fundos após indícios de melhorias no fornecimento, conforme indicado por fontes consultadas pela Reuters.
Na ICE de NY, o contrato março/24 fechou a 22,18 centavos de dólar por libra-peso, registrando uma valorização de 21 pontos em comparação com o dia anterior. O contrato para maio/24 apresentou uma elevação de 17 pontos, sendo negociado a 21,36 cts/lb. Os demais contratos também experimentaram acréscimos, variando entre 6 e 16 pontos.
Operadores apontaram a possibilidade de fundos adicionarem novas posições vendidas, não limitando-se apenas à liquidação de posições compradas. A expectativa de aumento das chuvas no Brasil na próxima semana, beneficiando a safra do próximo ano, também foi destacada.
De acordo com a Agência Internacional de Notícias, a produção robusta no Brasil, somada a uma alteração recente na política de etanol da Índia, impactando positivamente a oferta doméstica de açúcar, continua exercendo pressão sobre os preços do adoçante.
No entanto, os operadores preveem uma correção ascendente no longo prazo, considerando que o mercado ainda deve enfrentar um déficit nesta temporada, conforme apontou a Reuters.
Na ICE Futures Europe, em Londres, todos os lotes de açúcar branco registraram ganhos na quinta-feira. O contrato para março/24 foi firmado a US$ 630,60 por tonelada, apresentando um acréscimo de 3 dólares. O contrato para maio/24 subiu 2 dólares, alcançando US$ 613,30 por tonelada. Os demais contratos tiveram variações entre 1,60 e 2,20 dólares.
No mercado interno, o açúcar cristal fechou em alta pelo segundo dia consecutivo, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 154,22, apresentando uma pequena variação positiva de 0,07% em comparação com o dia anterior.
Já o etanol hidratado registrou sua 13ª baixa consecutiva na quinta-feira, de acordo com o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado a R$ 1.935,50 o m³, representando uma desvalorização de 0,87% em relação ao dia anterior, refletindo a dinâmica do mercado de combustíveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
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