Publicado em: 24/07/2025 às 10:50hs
Os contratos futuros do açúcar iniciaram o pregão desta quinta-feira (24) com valorização nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o vencimento para outubro de 2025 subiu 1,72%, sendo negociado a 16,52 centavos de dólar por libra-peso. O contrato com entrega para março de 2026 também apresentou alta de 1,36%, cotado a 17,10 centavos.
No mercado europeu, o açúcar branco com vencimento em outubro de 2025 teve valorização de 1,57%, alcançando US$ 478,80 por tonelada em Londres.
Apesar do avanço nos preços, o mercado permanece sob influência de fatores que limitam ganhos mais expressivos. Na quarta-feira (23), os contratos chegaram a registrar as menores cotações das últimas 2 a 2,5 semanas, diante da possibilidade de retomada das exportações indianas.
Segundo a Bloomberg, o governo da Índia poderá autorizar usinas locais a exportarem açúcar na temporada que começa em outubro. A decisão estaria apoiada nas chuvas intensas registradas durante a monção, que superaram em 6% a média histórica, de acordo com o Departamento Meteorológico do país.
Outro fator que mantém pressão sobre os preços é a expectativa de aumento na produção brasileira. As usinas continuam priorizando a fabricação de açúcar em detrimento do etanol, aproveitando o clima favorável à colheita e moagem da cana-de-açúcar.
Apesar do bom ritmo de produção, dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) revelam queda na produtividade e na qualidade da cana-de-açúcar na região Centro-Sul em junho. O boletim De Olho na Safra apontou uma redução de 10,8% na produtividade agrícola média (TCH), que passou de 88,9 para 79,3 toneladas por hectare.
O Açúcar Total Recuperável (ATR) médio acumulado também recuou 3,1%, atingindo 121,4 kg por tonelada. Como resultado, o indicador de toneladas de açúcar por hectare (TAH) caiu 11,5%, de 11,2 para 9,9 t/ha.
Na comparação entre junho de 2025 e junho de 2024, o ATR apresentou queda de 4,4%, acompanhada por uma retração semelhante na produtividade.
Para Henrique Mattosinho, gerente de Desenvolvimento de Mercado do CTC, o uso de materiais genéticos mais modernos e produtivos, principalmente as variedades precoces, será essencial para recuperar o desempenho da safra nas próximas etapas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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