Publicado em: 15/05/2024 às 10:12hs
Os mercados internacionais de açúcar observaram uma reviravolta nesta terça-feira (14), com os contratos futuros apresentando uma valorização significativa após atingirem a mínima de 18 meses na ICE Futures. Esse movimento ascendente foi influenciado pelo cenário desafiador da produção no Brasil, que enfrenta uma estiagem intensa na região centro-sul do país.
O contrato julho/24 da ICE em Nova York foi negociado a 18,87 centavos de dólar por libra-peso, representando um aumento de 24 pontos em relação ao dia anterior. Durante a sessão, esse mesmo contrato chegou a atingir 18,31 cts/lb, mas se recuperou até o final do dia. Enquanto isso, o contrato outubro/24 foi firmado a 18,88 cts/lb, com outros lotes também apresentando aumentos entre 6 e 20 pontos.
Um corretor norte-americano destacou que o mercado está sob pressão devido ao clima seco no Brasil, o que está acelerando a pressão sobre a produção. Ele observou que, se houvesse algum prêmio de risco relacionado à seca na Tailândia, esse prêmio teria diminuído, conforme reportado pela Reuters.
Na ICE Futures Europe, todas as telas do açúcar branco fecharam em alta. O contrato agosto/24 foi firmado a US$ 553,00 a tonelada, registrando um aumento de 3 dólares em comparação ao dia anterior. Enquanto isso, o contrato outubro/24 teve um incremento de 2,20 dólares, alcançando US$ 528,90 a tonelada. Outros contratos também apresentaram ganhos entre 3,20 e 4,90 dólares.
No mercado interno, o Indicador Cepea/Esalq, da USP, registrou mais uma queda nesta terça-feira. A saca de 50 quilos do açúcar cristal foi vendida a R$ 138,11, frente aos R$ 139,60 do dia anterior, marcando uma redução de 1,07%.
Por quatro dias consecutivos, as cotações do etanol hidratado, medida pelo Indicador Diário Paulínia, apresentaram queda. Ontem, o biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.414,50 o m³, comparado a R$ 2.426,50 o m³ praticado no dia anterior, refletindo uma desvalorização de 0,49%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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