Publicado em: 05/02/2026 às 10:30hs
O Itaú BBA divulgou suas projeções para o quarto trimestre de 2025 (4T25) de empresas do agronegócio, destacando um cenário operacional fraco, impulsionado por produtividade reduzida da cana-de-açúcar e preços pressionados do açúcar. Segundo o banco, a combinação desses fatores deve gerar resultados sem grandes surpresas para o mercado.
O analista Gustavo Troyano, do time de Agronegócio do Itaú BBA, comenta:
“As revisões para baixo na produtividade devem pressionar os volumes de vendas, enquanto os preços de mercado permanecem baixos. Estratégias de hedge podem mitigar parcialmente os impactos, mas o sentimento dos investidores segue cauteloso.”
A Brasilagro apresenta seus resultados do 2º trimestre do ano-safra 2025/26 nesta quinta-feira (5), após o fechamento do pregão. O Itaú BBA aponta que a menor produtividade da cana, combinada com a tendência de queda nos preços das commodities, deve resultar em contribuição mais fraca da cultura para o trimestre.
No entanto, o impacto é considerado limitado, já que o mercado já internalizou essas expectativas. O banco divide a análise do segmento agrícola em duas frentes: primeiro, os catalisadores de curto prazo são limitados, devido a volumes sazonais baixos e preços pressionados; segundo, existe a perspectiva de melhoria qualitativa com o início da safra de soja 2025/26, que pode apresentar desempenho melhor em comparação ao ano anterior.
Para a São Martinho, cujos resultados do 3º trimestre da safra 25-26 serão divulgados na segunda-feira (9), o Itaú BBA aponta impactos mistos. Os volumes de cana foram afetados pela menor produtividade, mas foram parcialmente compensados por números sólidos de ATR (Açúcar Total Recuperável).
A projeção para volumes de etanol segue mais fraca, refletindo menor produção na safra e possível atraso nas vendas trimestrais. Quanto ao açúcar, a fraqueza dos preços e a desvalorização do dólar devem ser parcialmente mitigadas pela estratégia de hedge da companhia.
A Jalles Machado, com resultados do 3º trimestre da safra 25-26 previstos para 12 de fevereiro, deve apresentar um trimestre sem grandes novidades, segundo o Itaú BBA. A fraqueza no desempenho é atribuída principalmente a tendências setoriais, e não a fatores internos da empresa.
O banco ressalta que a liquidação de hedges não deve gerar impactos significativos nos números ajustados do período, mas que a empresa segue no caminho certo para cumprir as projeções anuais.
O Itaú BBA mantém suas recomendações para o setor: para a Brasilagro (AGRO3), a recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 24,00; para a São Martinho (SMTO3) e a Jalles Machado (JALL3), a recomendação é compra, com preços-alvo de R$ 31,00 e R$ 4,00, respectivamente.
O banco reforça que, diante de produtividade moderada e preços pressionados, os resultados do 4T25 devem ser condizentes com as expectativas já incorporadas pelo mercado, limitando surpresas para os investidores.
Fonte: Portal do Agronegócio
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