Setor Sucroalcooleiro

Incertezas climáticas no Brasil e na Tailândia elevam preços do açúcar

Impactos do clima nas safras pressionam cotações nas bolsas internacionais


Publicado em: 06/06/2024 às 10:30hs

Incertezas climáticas no Brasil e na Tailândia elevam preços do açúcar

Preocupações relacionadas às condições climáticas para as safras de cana-de-açúcar no Brasil e na Tailândia elevaram as cotações do açúcar nesta quarta-feira (5) nas bolsas internacionais. Os contratos do açúcar bruto listados na ICE Futures de Nova York atingiram a maior alta em três semanas.

De acordo com a Reuters, "o período prolongado de seca no Brasil pode afetar negativamente a produção de cana-de-açúcar", conforme afirmou o LSEG Commodities Research & Forecast. Além disso, a Tailândia enfrenta uma situação mista, com algumas áreas apresentando boas safras enquanto outras não são tão promissoras. "As expectativas de que a safra de cana-de-açúcar possa chegar a 110 milhões de toneladas métricas são um pouco exageradas por enquanto", acrescentou.

O contrato para julho/24 na ICE fechou ontem a 19,13 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 27 pontos em comparação aos preços do dia anterior. O contrato para outubro/24 subiu 18 pontos, sendo negociado a 19,04 cts/lb. Os demais contratos tiveram alta entre 1 e 16 pontos.

Londres

O açúcar branco listado na ICE Futures Europe de Londres também registrou valorização em todas as telas. O vencimento para agosto/24 foi negociado ontem a US$ 560,30 por tonelada, um aumento de 4,50 dólares, ou 0,8%, em relação ao dia anterior. Já o contrato para outubro/24 subiu 4,90 dólares, fechando a US$ 539,00 por tonelada. Os demais vencimentos tiveram altas entre 1,40 e 4,90 dólares.

Mercado Doméstico

No mercado interno, as cotações do açúcar cristal registraram queda pelo terceiro dia consecutivo, segundo o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi comercializada ontem a R$ 134,31, comparado a R$ 135,02 na terça-feira, uma redução de 0,53%.

Etanol Hidratado

O etanol hidratado fechou praticamente estável, de acordo com o Indicador Diário Paulínia, com uma ligeira variação negativa de 0,02%. O biocombustível foi negociado ontem pelas usinas a R$ 2.419,50 por metro cúbico, uma queda de 50 centavos em relação aos preços do dia anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

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