Publicado em: 28/02/2024 às 10:50hs
A ICE Futures de Nova York experimentou um aumento nas cotações do açúcar bruto em todos os lotes durante a última terça-feira (27), impulsionado por perspectivas mais pessimistas em relação à nova safra no maior produtor global, o Brasil, que enfrenta condições de seca. O contrato de maior liquidez, março/24, teve um acréscimo de 3%, fechando a 23,84 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 69 pontos em comparação com os preços do dia anterior. A tela de maio/24 registrou um aumento de 52 pontos, sendo contratada a 22,68 cts/lb, enquanto os demais contratos apresentaram acréscimos entre 27 e 45 pontos.
Operadores afirmaram que o mercado continua sendo sustentado pela preocupação de que a redução nas chuvas na importante região centro-sul do Brasil resultará em uma queda na produção de cana na próxima temporada 2024/25, conforme destacado pela Reuters. Outro ponto relevante, ressaltado por analistas ouvidos pela Agência Internacional de Notícias, é a quantidade elevada de contratos em aberto no mês à vista, totalizando mais de 47.000 lotes, com apenas dois dias de negociação restantes antes do vencimento.
Na ICE Futures Europe de Londres, a terça-feira também foi marcada por elevação nas cotações do açúcar branco, com o contrato de maio/24 sendo negociado a US$ 631,70 por tonelada, representando um acréscimo de 7,20 dólares, ou 1,2%, em comparação com o dia anterior. Os demais contratos apresentaram aumentos entre 5,70 e 7 dólares.
No mercado interno, as cotações do açúcar cristal, mensuradas pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP, registraram alta na terça-feira. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 144,88, apresentando uma pequena valorização de 0,06% em comparação com os preços do dia anterior.
Quanto ao etanol hidratado, o Indicador Diário Paulínia apontou desvalorização pelo quarto dia consecutivo, com o biocombustível sendo comercializado a R$ 2.238,50 o m³ no último dia. Essa cifra representou uma desvalorização de 1 real em relação ao dia anterior, acumulando uma baixa de 2,12% no mês.
Fonte: Portal do Agronegócio
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