Publicado em: 17/04/2026 às 15:00hs
O volume de açúcar programado para exportação nos portos brasileiros alcança 1,385 milhão de toneladas na semana encerrada em 15 de abril, conforme levantamento da agência marítima Williams Brasil. O número representa avanço em relação à semana anterior, quando estavam previstas 1,253 milhão de toneladas.
O total de navios aguardando para embarque permanece estável em 35 embarcações, repetindo o mesmo patamar da semana anterior. O levantamento considera navios já ancorados, em espera ao largo e aqueles com previsão de chegada até 16 de junho.
O Porto de Santos, em São Paulo, concentra a maior parte dos embarques programados, com 865.711 toneladas. Na sequência aparecem:
A concentração reforça o papel dos principais corredores logísticos na exportação do produto brasileiro.
A maior parte do volume programado para exportação é composta pelo açúcar VHP (Very High Polarization), com 1.295.031 toneladas.
Outras variedades também compõem o line-up:
A predominância do VHP reflete a forte demanda internacional por açúcar bruto destinado ao refino em outros países.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o desempenho das exportações brasileiras de açúcar em abril apresenta retração em relação ao mesmo período do ano anterior.
Até o momento, foram embarcadas 412.316 toneladas, gerando receita de US$ 156,2 milhões. O preço médio ficou em US$ 378,8 por tonelada.
A média diária de exportação é de 58,902 mil toneladas, com receita média de US$ 22,341 milhões por dia, considerando sete dias úteis no mês.
Na comparação com abril de 2025, os dados mostram queda expressiva nos principais indicadores:
O movimento reflete um cenário internacional mais pressionado, com ajustes nos preços e na demanda global.
O desempenho das exportações brasileiras de açúcar continua diretamente ligado à dinâmica dos portos, à demanda internacional e aos preços globais.
Apesar do aumento no volume programado para embarque no curto prazo, os dados de abril indicam um ritmo mais moderado nas exportações, com impacto direto na receita do setor.
O cenário reforça a importância da eficiência logística e do monitoramento constante do mercado internacional para a competitividade do açúcar brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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