Setor Sucroalcooleiro

Exportações de açúcar do Brasil caem 27,2% em receita em janeiro com queda nos preços internacionais

Desvalorização do açúcar no mercado global e leve redução no volume embarcado resultam em menor faturamento das exportações brasileiras no início de 2026


Publicado em: 10/02/2026 às 10:30hs

Exportações de açúcar do Brasil caem 27,2% em receita em janeiro com queda nos preços internacionais
Receita do setor açucareiro sofre impacto da desvalorização global

As exportações brasileiras de açúcar e melaços encerraram janeiro de 2026 com um recuo expressivo de 27,2% no faturamento em comparação ao mesmo mês de 2025. A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O setor arrecadou US$ 728,2 milhões no primeiro mês deste ano, contra US$ 999,6 milhões obtidos em janeiro do ano passado. Além da diferença de desempenho, o número de dias úteis também variou: 21 em 2026 contra 22 em 2025, o que contribuiu levemente para a redução no resultado mensal.

Volume exportado tem leve retração

Mesmo com a queda na receita, o volume embarcado apresentou apenas uma redução moderada de 2,1%. Foram 2,02 milhões de toneladas exportadas em janeiro de 2026, ante 2,06 milhões de toneladas no mesmo período de 2025.

Na média diária, o desempenho se manteve praticamente estável, com 96,2 mil toneladas por dia neste ano, contra 93,7 mil toneladas diárias no ano anterior — um leve avanço que, contudo, não compensou a desvalorização dos preços.

Preços internacionais puxam queda na receita

O principal fator para a redução do faturamento foi a forte queda nos preços internacionais do açúcar. O preço médio por tonelada recuou 25,6%, passando de US$ 484,80 em janeiro de 2025 para US$ 360,50 em janeiro de 2026.

Com o mercado global pressionado e o câmbio menos favorável, a leve retração no volume exportado acabou amplificando a queda na receita total, impactando diretamente o desempenho das exportações brasileiras do setor no início do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

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