Publicado em: 18/12/2023 às 11:00hs
Na última sexta-feira (15), os contratos futuros do açúcar encerraram suas negociações de maneira heterogênea em Nova York e Londres. A pressão persiste no mercado devido à produção brasileira robusta, superando as expectativas, e a recente mudança na política de etanol da Índia, que tem o potencial de aumentar a oferta doméstica de açúcar.
Segundo a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), a produção de açúcar na segunda metade de novembro atingiu 1,40 milhão de toneladas no Centro-Sul do Brasil, um aumento expressivo de mais de 35% em relação ao mesmo período de 2022/23. Esse desempenho impulsionou as exportações brasileiras, atingindo 3,7 milhões de toneladas em novembro, estabelecendo um novo recorde.
Diante desse cenário, a Índia adotou medidas para favorecer a produção de açúcar, solicitando às usinas que evitem o uso de caldo de cana-de-açúcar e melaço na produção de etanol. Essa ação visa fortalecer a produção de açúcar, especialmente em um momento desafiador para a safra.
Na ICE Futures em Nova York, todos os contratos fecharam de maneira diversificada. O contrato de março/24 registrou uma redução de 19 pontos, sendo negociado a 21,99 centavos de dólar por libra-peso. O contrato de maio/24 teve uma queda de 10 pontos, sendo negociado a 21,26 centavos de dólar por libra-peso. Por outro lado, os contratos a partir de outubro/24 apresentaram altas de 7 a 12 pontos.
Em Londres, na ICE Europe, a situação foi semelhante, com todos os contratos fechando de forma diversificada. O contrato de março/24 teve uma queda de 3,80 dólares, sendo negociado a US$ 626,80. O contrato de maio/24 apresentou uma redução de 3,70 dólares, sendo negociado a US$ 609,60. Os contratos a partir de outubro/24, no entanto, seguiram em alta de 0,60 cents a 1,90 dólares.
No Indicador do Cepea/Esalq da USP, o açúcar cristal fechou em queda, registrando uma desvalorização de 1,52% em relação ao dia anterior. A saca de 50 quilos do açúcar cristal foi negociada por R$ 151,88.
Em relação ao etanol hidratado, houve uma leve valorização, conforme dados do Indicador Diário de Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 1.939,00/m³, representando uma redução de 0,18% em comparação ao dia anterior.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias