Publicado em: 21/02/2024 às 11:00hs
Os contratos futuros de açúcar encerraram em baixa ontem (20) nas bolsas internacionais, influenciados pelo cenário de uma safra robusta no Brasil e pela possibilidade de aumento nas exportações da Índia.
Em Nova York, na ICE Futures, o contrato março/24 de açúcar bruto foi negociado a 22,75 centavos de dólar por libra/peso, registrando uma desvalorização de 33 pontos, ou 1,4%, em comparação com as cotações do dia anterior. O contrato maio/24 também apresentou queda de 38 pontos, fechando a 22,21 cts/lb. Outros lotes tiveram recuos entre 25 e 34 pontos.
Analistas ouvidos pela Reuters apontaram que as expectativas de uma produção forte no Brasil, mesmo que não atinja recordes, e as chuvas contínuas nas regiões de cana-de-açúcar do país, são fatores que pressionaram o mercado. A Agência Internacional de Notícias informou que cerca de 72% das usinas brasileiras já fizeram hedge das exportações previstas para a safra atual.
A possibilidade de exportações limitadas pela Índia também impactou os preços do açúcar, segundo a nota. Em Londres, os contratos de açúcar branco registraram queda em todos os lotes. O vencimento maio/24 foi cotado a US$ 624,90 a tonelada, recuando 7,20 dólares, ou 1,1%, em comparação ao dia anterior. A tela agosto/24 recuou 6,90 dólares, sendo negociada a US$ 613,60 a tonelada. Outros contratos tiveram quedas entre 3,70 e 5,30 dólares.
No mercado doméstico, o açúcar cristal, medido pelo Indicador Cepea/Esalq, registrou a terceira baixa consecutiva, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 147,01, contra R$ 147,75 do dia anterior, representando uma desvalorização de 0,50%.
Contrariamente, as cotações do etanol hidratado, medidas pelo Indicador Diário Paulínia, apresentaram alta pelo terceiro dia consecutivo. O biocombustível foi negociado a R$ 2.253,50 o m³, comparado aos R$ 2.242,50 praticados no dia anterior, refletindo uma valorização de 0,49%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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