Publicado em: 02/02/2026 às 10:30hs
A moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil segue firme e deve encerrar a safra 2025/26, em março de 2026, com aproximadamente 610,5 milhões de toneladas processadas, segundo dados da DATAGRO A&E. O número representa um crescimento de cerca de 10 milhões de toneladas em relação ao acumulado até dezembro, quando a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) registrou 600,63 milhões de toneladas, apenas 2,2% abaixo do volume observado no mesmo período da temporada anterior.
A consultoria destaca que a consistência dos dados confirma suas previsões iniciais, que já indicavam um desempenho acima dos 600 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26.
O relatório da DATAGRO aponta que muitas usinas devem antecipar o retorno das operações ainda no início de 2026, aproveitando a valorização do etanol no mercado interno. A movimentação é estratégica diante da diferença crescente entre os preços do biocombustível e os do açúcar, o que tem levado o setor a concentrar esforços na produção de etanol.
Essa tendência reflete o cenário atual de mercado, no qual o biocombustível vem se destacando tanto pelo aumento da demanda quanto pela atratividade de preços nas distribuidoras.
Com o foco maior no etanol, a DATAGRO revisou o mix de produção da safra, reduzindo a fatia destinada ao açúcar de 51,2% para 50,7%. Já o Açúcar Total Recuperável (ATR) teve ligeiro avanço, passando de 137,94 para 138,11 kg/tc, reflexo da boa qualidade da matéria-prima processada.
A produção total de açúcar deve alcançar 40,77 milhões de toneladas, levemente abaixo da estimativa anterior (40,86 milhões). Por outro lado, a produção de etanol foi revisada para cima, passando de 33,79 para 34,15 bilhões de litros, dos quais 9,78 bilhões virão do etanol de milho.
Com as usinas ajustando suas estratégias e o etanol em alta, o setor sucroenergético do Centro-Sul do Brasil deve encerrar a safra 2025/26 em um cenário positivo, consolidando o país como um dos principais produtores globais de biocombustíveis e açúcar.
A expectativa é que a demanda interna e externa por etanol siga aquecida ao longo do primeiro trimestre de 2026, estimulando novas antecipações de moagem e investimentos na ampliação da capacidade produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
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