Publicado em: 05/09/2016 às 16:15hs
Reunion Engenharia mostrou o funcionamento de uma caldeira de fardos de alta performance na maior Feira do setor energético
O resultado da parceria com a empresa dinamarquesa DPCleantech (DPCT) não poderia ser diferente. Mesmo sem a presença do equipamento fisicamente no estande, a caldeira de fardos que utiliza a palha de cana para produzir energia a partir de biomassas corrosivas chamou a atenção e despertou o interesse de executivos e diretores de usinas nas apresentações e explicações sobre sua operação.
Esta tecnologia a Reunion pesquisou nos quatro cantos do mundo e trouxe na Fenasucro a melhor técnica para exportar energia com a utilização de qualquer tipo de combustível sólido como a palha de cana, milho, soja, canola, algodão, etc com uniformidade no combustível e sem interferências indesejáveis.
A configuração da caldeira foi desenvolvida para operar diretamente com os fardos. Ela (caldeira) atinge alta performance e elimina os problemas com a queima da palha por conta do sistema diferenciado de alimentação – sem necessidade de desenfardar. O desenfardamento é realizado no interior da caldeira na câmara de alimentação sem problemas com barbantes e gastos de potência.
Preparada para trabalhar somente com palha, esta inovação opera com até 5% de impurezas minerais, possui eficiência de 92% com ciclo regenerativo, é ideal para separar a UTE do processo e mantém estabilidade na geração de energia elétrica maximizando sua produção.
Para Jorge Scaff, engenheiro e diretor da Reunion, o que mais chamou a atenção é que estas caldeiras são separadas das caldeiras existentes (stand alone), mas podem utilizar-se de toda a estrutura existente, tais como recebimento dos combustíveis, sistema de exportação de energia, etc. O modelo padrão é de 100 bar com potencial para exportar 30 MW de excedente de energia ou ainda 216 Gwh/ano, consumindo 175.000 t de palha enfardada – base seca.
“Recebi visitantes de unidades produtoras do Brasil e de outros países com alto potencial de se tornarem clientes da Reunion Engenharia a médio e longo prazo. Acredito que esta inovação em caldeiras de fardos era o que faltava no mercado brasileiro em termos de benefícios, eficiência, rentabilidade, solução e melhor aproveitamento da biomassa, já que este movimento no uso de combustíveis renováveis acontece em todo mundo”, comentou Scaff.
O CEO e engenheiro, Tercio Dalla Vecchia, completou dizendo que a caldeira gera vapor o ano inteiro e o armazenamento dos fardos pode ser feito no próprio campo em cada talhão. “Isto implica em economia no manuseio e minimiza riscos de incêndio”, disse. A secagem ao sol no campo reduz a umidade em 15-18% e, consequentemente, aumenta o PCI do bagaço (PCI da palha: 85% fibra que equivale a 3.500 Kcal/Kg).
Fonte: JSM Comunicação
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