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Açúcar tem forte volatilidade em setembro e fecha em queda de 1,2% em Nova York

Perspectiva de déficit global e riscos climáticos sustentaram altas durante o mês, mas oferta abundante no curto prazo limitou os ganhos


Publicado em: 05/10/2026 às 13:10hs

Açúcar tem forte volatilidade em setembro e fecha em queda de 1,2% em Nova York

O mercado internacional de açúcar registrou fortes oscilações em setembro e encerrou o mês com queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O contrato de açúcar bruto com vencimento em março fechou a sessão de 30 de setembro a 18,61 centavos de dólar por libra-peso, recuo de aproximadamente 1,2% em relação aos 18,83 centavos registrados em 31 de agosto.

Apesar do saldo mensal negativo, as cotações alcançaram níveis elevados ao longo do período. Em 10 de setembro, o contrato atingiu uma máxima intradiária de 19,90 centavos por libra-peso, o maior patamar desde abril de 2025.

O comportamento dos preços refletiu a disputa entre dois cenários: a expectativa de menor disponibilidade mundial na safra 2026/27 e uma oferta ainda abundante para atender à demanda imediata.

Déficit global de açúcar concentra atenção do mercado

A perspectiva de desequilíbrio entre produção e consumo permaneceu entre os principais fatores de sustentação das cotações.

Em 1º de setembro, a Organização Internacional do Açúcar (ISO) projetou um déficit global de 200 mil toneladas para a safra 2026/27. Para o ciclo 2025/26, a estimativa era de superávit de 1,1 milhão de toneladas.

Essa mudança no balanço mundial manteve os investidores atentos às condições das lavouras e às perspectivas de produção nos principais países fornecedores.

Clima e estoques na Índia reforçam preocupação com a oferta

As expectativas de redução da produção na Índia, na Tailândia e na União Europeia também influenciaram o mercado. Segundo a avaliação apresentada por analistas, os riscos estão associados principalmente aos efeitos do fenômeno climático El Niño.

Na Índia, as usinas iniciaram oficialmente a safra 2026/27 em 1º de outubro com estoques de aproximadamente 3,75 milhões de toneladas, o menor volume em mais de uma década.

O nível reduzido de estoques, após uma produção menor no ciclo anterior, ampliou a atenção sobre a capacidade de oferta do país na nova temporada.

Entrega física elevada indica abastecimento no curto prazo

Enquanto as projeções para a próxima safra apontam restrições, os dados de entrega física em Nova York sinalizam disponibilidade elevada no mercado imediato.

A entrega referente ao contrato de outubro somou 1,45 milhão de toneladas, o maior volume do ano até então. Para agentes do setor, esse resultado reforça a percepção de que o mercado permanece bem abastecido no curto prazo.

Assim, setembro terminou com preços abaixo dos registrados no fechamento de agosto, mesmo após os picos de valorização durante o mês. As perspectivas de déficit e os riscos climáticos ofereceram suporte às cotações, enquanto a disponibilidade imediata de açúcar limitou a continuidade dos ganhos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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