Publicado em: 04/03/2026 às 11:00hs
O mercado internacional de açúcar manteve o ritmo positivo nesta terça-feira (03/03), acompanhando o movimento de início de semana.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam em alta:
Em Londres, os contratos de açúcar branco também avançaram:
Apesar das altas, a valorização do dólar frente ao real limitou ganhos mais expressivos nos contratos internacionais.
No mercado físico paulista, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco apresentou queda, com a saca de 50 quilos sendo negociada a R$ 98,23, recuo diário de 0,32%. No acumulado do mês, a baixa chega a 0,37%, refletindo ajustes após perdas registradas em fevereiro.
A pressão sobre o mercado interno é influenciada pelo real mais fraco frente ao dólar, que favorece exportações, e pela possibilidade de parte da cana ser direcionada para a produção de etanol, diante da valorização do petróleo.
O etanol hidratado, em Paulínia (SP), também registrou alta, cotado a R$ 3.020,00 por metro cúbico, avanço de 0,57% em relação ao dia anterior. No acumulado de março, o aumento é de 1,67%, indicando recuperação após as quedas de fevereiro.
A alta do petróleo reforça expectativas de maior destinação de cana para biocombustível, o que pode reduzir a oferta de açúcar no mercado global.
O conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã gerou aumento no preço do petróleo e atenção de produtores e exportadores. Ainda que haja impacto sobre os custos, analistas apontam que a disputa deve ser de curta duração, sem risco de interrupção significativa da oferta global de açúcar.
Especuladores mantêm posições vendidas, limitando altas internacionais, enquanto a valorização do dólar fortalece a competitividade do açúcar brasileiro para exportação.
O mercado de açúcar enfrenta atualmente três fatores principais que afetam preços e margens:
O cenário exige planejamento estratégico por parte de produtores e exportadores, incluindo compras escalonadas, gestão de estoques e estratégias de proteção cambial para manter rentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias