Publicado em: 29/06/2026 às 11:40hs
O mercado internacional do açúcar encerrou a sexta-feira (26) em forte alta nas principais bolsas globais, impulsionado pelas preocupações com a oferta mundial da commodity. As cotações avançaram tanto em Nova York quanto em Londres, sustentadas pelos riscos climáticos na Índia e pela produção abaixo do esperado no Brasil.
No mercado doméstico, entretanto, o movimento foi oposto. O açúcar cristal registrou nova queda no estado de São Paulo, refletindo a maior disponibilidade do produto no mercado físico e um ritmo mais moderado nas negociações.
Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos do açúcar bruto fecharam a sessão com ganhos consistentes.
O contrato com vencimento em julho de 2026 subiu 0,43 ponto, encerrando o dia cotado a 13,98 cents de dólar por libra-peso. Já o vencimento de outubro de 2026 avançou 0,41 ponto, para 14,51 cents/lbp, enquanto o contrato de março de 2027 registrou alta de 0,44 ponto, fechando a 15,44 cents/lbp.
Os demais vencimentos também acompanharam o movimento positivo, consolidando uma semana de recuperação das cotações internacionais.
Na ICE Futures Europe, os contratos do açúcar branco apresentaram valorização ainda mais intensa.
O vencimento agosto de 2026 avançou US$ 19,30, encerrando a sessão cotado a US$ 464,00 por tonelada. O contrato outubro de 2026 subiu US$ 17,40, alcançando US$ 455,60 por tonelada, enquanto o vencimento dezembro de 2026 registrou ganho de US$ 15,40, fechando a US$ 450,40 por tonelada.
O desempenho positivo refletiu a preocupação dos investidores com possíveis restrições na oferta global durante a próxima safra.
Apesar do cenário favorável no exterior, o mercado brasileiro permaneceu pressionado.
O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo encerrou o dia cotado a R$ 92,31 por saca de 50 quilos, segundo levantamento do Cepea/Esalq, representando queda de 0,45% em relação ao pregão anterior.
Com esse resultado, o indicador acumula recuo de 0,74% ao longo de junho, refletindo o aumento da oferta disponível e a postura mais cautelosa dos compradores nas negociações.
Segundo análise do Notícias Agrícolas, o principal fator de sustentação das cotações continua sendo o cenário climático na Índia. O déficit de chuvas durante o período das monções mantém elevadas as preocupações quanto ao desenvolvimento dos canaviais e ao potencial produtivo da próxima safra no segundo maior produtor mundial de açúcar.
No Brasil, os dados mais recentes da Unica também reforçam esse cenário. A produção de açúcar no Centro-Sul segue abaixo dos volumes registrados no mesmo período da safra anterior, enquanto as usinas mantêm um mix industrial mais direcionado para a fabricação de etanol.
Essa combinação reduz a disponibilidade de açúcar para exportação e fortalece os preços nas bolsas internacionais, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oferta relativamente confortável da commodity.
Fonte: Portal do Agronegócio
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