Publicado em: 23/01/2026 às 19:40hs
O mercado físico de açúcar cristal no Brasil manteve-se estável ao longo da terceira semana de janeiro, com o preço da saca de 50 quilos permanecendo em R$ 101, após oscilar brevemente para R$ 100 durante o período.
De acordo com Mauricio Muruci, consultor da Safras & Mercado, o comportamento reflete um cenário de baixa volatilidade e demanda enfraquecida por parte das indústrias compradoras.
“As usinas consumidoras costumam evitar novas aquisições durante a entressafra da cana, o que reduz a movimentação no mercado físico”, explica Muruci.
Além disso, a maior oferta de açúcar com coloração mais intensa, produto de menor valor agregado, contribuiu para um ambiente de preços pressionados e poucas variações ao longo da semana.
No mercado internacional, o açúcar bruto negociado na Bolsa de Nova York (ICE) encerrou a semana com pequena valorização. As cotações passaram de 14,72 para 14,96 centavos de dólar por libra-peso, impulsionadas pela apreciação do real frente ao dólar, que fechou o período abaixo de R$ 5,30.
Segundo Muruci, o real mais forte reduz a rentabilidade das exportações brasileiras, levando as usinas a limitar as vendas externas. Essa retração na oferta internacional ajudou a sustentar os preços no mercado norte-americano.
“Com menos açúcar brasileiro disponível no exterior, o mercado internacional reagiu com leve recuperação nas cotações”, destaca o analista.
Enquanto o açúcar permaneceu estável, o etanol hidratado apresentou alta nos preços, impulsionada pela demanda firme das distribuidoras. Em Ribeirão Preto (SP), o litro do biocombustível passou de R$ 3,73 para R$ 3,78 ao longo da semana.
O movimento reflete a reposição dos estoques intermediários escoados durante os feriados de fim de ano, além da oferta limitada das usinas, que enfrentam a entressafra da cana-de-açúcar.
“Após um ano de forte comercialização, as usinas chegam a janeiro com estoques reduzidos. Essa combinação entre baixa oferta e demanda aquecida nas bombas sustenta a valorização do etanol”, ressalta Muruci.
Fonte: Portal do Agronegócio
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