Publicado em: 14/04/2026 às 11:20hs
O mercado de açúcar iniciou a semana sob pressão no Brasil e no exterior, refletindo o avanço da safra 2026/27, ajustes na oferta interna e um cenário internacional ainda instável. Levantamentos do Cepea indicam recuo nas cotações do açúcar cristal no mercado spot, enquanto as bolsas internacionais mantêm trajetória de queda.
As cotações do açúcar cristal registraram leve queda no balanço da última semana, com oscilações moderadas nos primeiros dias e reação no fechamento do período, quando os preços voltaram a se aproximar de R$ 106 por saca de 50 kg.
Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado spot segue impactado pelo início da safra 2026/27. Parte das usinas tem direcionado a produção inicial para o açúcar VHP, voltado à exportação, reduzindo a disponibilidade de açúcar cristal branco no curto prazo.
Esse cenário contribuiu para sustentar as cotações na segunda metade da semana, mesmo diante de um ambiente de demanda mais contida.
Do lado da demanda, o mercado apresentou atuação mais pontual, sem pressão relevante para recomposição de estoques.
O comportamento dos compradores reflete cautela diante das incertezas sobre a evolução da safra e dos preços, resultando em negociações mais cadenciadas ao longo do período.
No cenário externo, o mercado de açúcar permanece volátil, pressionado por uma combinação de oferta global elevada e fatores geopolíticos e energéticos.
Na bolsa de Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram a segunda-feira (13) em baixa:
Em Londres, não houve atualização das cotações até o momento da publicação.
No mercado interno, o indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo Cepea/Esalq, apresentou queda de 2,18% na segunda-feira (13).
A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 103,47, ampliando o movimento de ajuste após a valorização observada no mês anterior.
Com isso, o indicador acumula recuo de 1,89% em abril.
O mercado de etanol também segue pressionado no estado de São Paulo.
O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.775,00 por metro cúbico na segunda-feira (13), com queda de 1,33% no comparativo diário.
No acumulado de abril, o recuo chega a 8,34%, evidenciando a continuidade da pressão sobre os preços do biocombustível neste início de mês.
A tendência para as próximas semanas indica manutenção da volatilidade, com o mercado atento ao avanço da safra 2026/27, às estratégias das usinas entre produção de açúcar e etanol e às condições do mercado internacional.
A combinação entre oferta global elevada, demanda moderada e incertezas externas deve seguir influenciando a formação de preços no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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