Setor Sucroalcooleiro

Açúcar recua nas bolsas internacionais, mas mercado interno segue firme com leve alta

Enquanto as cotações internacionais do açúcar registram quedas diante do aumento da produção global, o mercado doméstico brasileiro mantém estabilidade e leve valorização, sustentado por fatores internos e pela demanda firme


Publicado em: 29/01/2026 às 11:11hs

Açúcar recua nas bolsas internacionais, mas mercado interno segue firme com leve alta
Mercado internacional de açúcar registra novas quedas

Os preços do açúcar encerraram a quarta-feira (28) em leve retração nas principais bolsas internacionais. Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto recuaram de forma generalizada, refletindo o aumento da produção global e ajustes técnicos após recentes oscilações.

O contrato com vencimento em março/26 caiu 0,12 centavo, para 14,71 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento maio/26 teve baixa de 0,07 cent, cotado a 14,30 cents/lbp, enquanto o julho/26 recuou 0,03 cent, para 14,34 cents/lbp. Já o contrato outubro/26 encerrou com perda de 0,02 cent, fechando a 14,68 cents/lbp.

Londres apresenta variações mistas no açúcar branco

Na ICE Europe, o desempenho do açúcar branco foi misto. O contrato março/26 teve queda de US$ 1,00, sendo negociado a US$ 412,20 por tonelada. Já o maio/26 avançou US$ 0,70, para US$ 416,70/t. Os vencimentos agosto/26 e outubro/26 recuaram US$ 1,10 e US$ 1,30, respectivamente, fechando a US$ 412,60/t e US$ 412,00/t.

Mercado interno mantém firmeza e registra leve valorização

No mercado brasileiro, os preços seguiram sustentados. O açúcar cristal branco apresentou leve avanço, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 104,95, alta de 0,03% em relação ao dia anterior.

Apesar da estabilidade recente, o indicador ainda acumula queda de 4,58% em janeiro, refletindo a influência da safra e do comportamento das exportações.

Aumento da produção global pressiona cotações

De acordo com o Barchart, o açúcar em Londres atingiu a mínima em dois meses e meio nesta quarta-feira (28). O movimento é atribuído ao aumento da produção global, especialmente em países asiáticos, o que amplia a oferta e pressiona as cotações internacionais.

O portal Notícias Agrícolas destacou que o cenário climático também preocupa o mercado. A Reuters informou que o tempo mais seco no Centro-Sul do Brasil pode comprometer o desenvolvimento da próxima safra de cana-de-açúcar, caso o déficit hídrico persista.

A consultoria StoneX já havia revisado para baixo suas projeções de produção para a safra 2026/27, prevendo chuvas abaixo da média no início de 2026 — um fator que pode reverter a tendência de queda dos preços nos próximos meses.

Etanol hidratado tem leve avanço em Paulínia (SP)

O etanol hidratado também apresentou pequena valorização nesta quarta-feira. Segundo o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.171,00 por m³, aumento de 0,02% frente ao dia anterior.

A leve alta reflete um ajuste de mercado após as recentes oscilações e acompanha o comportamento estável do setor sucroenergético no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --