Publicado em: 31/03/2026 às 11:20hs
O mercado de açúcar no estado de São Paulo apresentou maior dinamismo nos últimos dias, impulsionado por uma postura mais ativa dos compradores. Com o objetivo de recompor estoques diante da recente valorização dos preços e da expectativa de novas altas no curto prazo, houve aumento no número de negociações no mercado spot.
Esse movimento contribuiu para a elevação do Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal branco, que passou a operar próximo de R$ 104,00 por saca de 50 kg ao longo da última semana.
De acordo com pesquisadores do Cepea, a atual fase de entressafra tem limitado a oferta do produto, fator que reforça o viés de alta nos preços internos. A menor disponibilidade no mercado físico tem sido determinante para sustentar a valorização do açúcar, mesmo em meio às oscilações externas.
No início desta semana, o movimento de alta se intensificou. Na segunda-feira (30), o Indicador CEPEA/ESALQ registrou forte avanço de 2,05%, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 105,41.
Com esse desempenho, o indicador acumula valorização de 6,92% ao longo de março, evidenciando uma recuperação consistente no mercado interno.
Mesmo com a alta dos preços no Brasil, o mercado internacional continua sendo mais vantajoso para os agentes do setor. Ainda assim, as bolsas registraram queda no início da semana, refletindo um movimento de realização de lucros após recentes valorizações.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram em baixa:
Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco acompanhou a tendência negativa, com desvalorizações generalizadas:
Os demais contratos também registraram perdas no pregão.
No mercado de etanol em São Paulo, o Indicador Diário Paulínia apontou leve queda de 0,33% na segunda-feira (30), com o biocombustível sendo negociado a R$ 3.013,00 por metro cúbico.
Apesar do recuo pontual, o etanol hidratado ainda acumula alta de 1,43% no mês, indicando um cenário de relativa sustentação.
O cenário atual indica um mercado doméstico mais aquecido, sustentado pela oferta restrita e pela demanda ativa. Em contrapartida, o ambiente internacional segue volátil, com ajustes técnicos nas cotações.
A combinação desses fatores mantém o açúcar brasileiro competitivo no exterior, ao mesmo tempo em que fortalece os preços no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
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