Publicado em: 27/03/2026 às 11:20hs
O mercado do açúcar retomou o movimento de alta nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (26), recuperando parte das perdas registradas no pregão anterior e reforçando o viés positivo no curto prazo.
Na ICE Futures U.S., em Nova York, os contratos do açúcar bruto encerraram o dia em valorização. O contrato com vencimento em maio/2026 avançou 0,32 centavo, fechando a 15,87 cents de dólar por libra-peso. O julho/2026 subiu 0,31 cent, para 16,03 cents/lbp, enquanto o outubro/2026 ganhou 0,26 cent, encerrando a 16,35 cents/lbp. Os vencimentos mais longos também registraram ganhos moderados.
Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também registrou valorização em todos os principais contratos.
O vencimento maio/2026 avançou US$ 5,60, sendo negociado a US$ 459,60 por tonelada. O contrato agosto/2026 subiu US$ 7,40, para US$ 460,60, enquanto o outubro/2026 teve alta de US$ 7,10, encerrando a US$ 462,50 por tonelada. Os demais contratos seguiram a mesma tendência de alta.
No Brasil, o mercado físico acompanhou o movimento internacional. O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, apresentou valorização expressiva.
A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 103,83, alta de 1,52% no dia. Com esse resultado, o indicador acumula avanço de 5,31% ao longo de março, evidenciando uma recuperação consistente dos preços no mercado interno.
No segmento de biocombustíveis, o etanol hidratado apresentou leve queda no comparativo diário. O Indicador Diário Paulínia (SP), também do CEPEA/ESALQ, apontou o produto a R$ 3.012,50 por metro cúbico, com recuo de 0,74% nesta quinta-feira (26).
Apesar da retração pontual, o indicador ainda registra valorização de 1,41% no acumulado de março, mantendo tendência positiva no mês.
As projeções para o setor indicam possível redução na produção de açúcar do Brasil na safra 2026/27, estimada em cerca de 40,3 milhões de toneladas, frente às 43,5 milhões registradas no ciclo anterior.
Ao mesmo tempo, a possível elevação da mistura de etanol na gasolina para 35% tende a impulsionar a demanda pelo biocombustível, fator que pode influenciar o direcionamento da produção pelas usinas.
No cenário internacional, o mercado permanece atento às tensões no Oriente Médio, que sustentam os preços do petróleo e elevam as preocupações com o abastecimento global de energia.
No Brasil, a política de preços da Petrobras continua no foco dos investidores, especialmente diante da defasagem dos combustíveis em relação ao mercado externo. Esse fator pode impactar diretamente a competitividade entre açúcar e etanol, influenciando as decisões do setor sucroenergético.
Fonte: Portal do Agronegócio
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