Publicado em: 06/02/2026 às 11:20hs
O mercado global de açúcar encerrou esta quinta-feira (5) com nova rodada de desvalorização, tanto nas bolsas internacionais quanto no mercado interno brasileiro. A tendência de queda reflete um cenário de oferta elevada e pressões sobre os preços, segundo analistas do setor.
Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto apresentou recuo em todos os principais vencimentos. O contrato março/26 caiu 0,17 centavo, para 14,27 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o maio/26 perdeu 0,21 centavo, sendo cotado a 13,84 cents/lbp. Já os vencimentos julho/26 e outubro/26 fecharam a 13,82 e 14,15 cents/lbp, respectivamente.
Na bolsa de Londres, o movimento foi semelhante. O açúcar branco encerrou o dia com desvalorização em todos os contratos. O vencimento março/26 caiu US$ 3,90, cotado a US$ 407,90 por tonelada. Já o maio/26 registrou queda de US$ 4,60, para US$ 413,10, enquanto os contratos de agosto/26 e outubro/26 recuaram US$ 5,20 e US$ 5,10, fechando a US$ 406,10 e US$ 403,20 por tonelada, respectivamente.
De acordo com análise da consultoria Hedgepoint, divulgada pelo portal Notícias Agrícolas, o excesso de oferta global de açúcar é resultado principalmente do forte desempenho da produção brasileira e da recuperação das safras no Hemisfério Norte.
A coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, Lívea Coda, destacou que a safra 2025/26 do Centro-Sul do Brasil já se aproxima do fim, com resultados robustos. A estimativa indica uma moagem próxima de 610 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com 50,6% do mix destinado à produção de açúcar, o que deve resultar em cerca de 40,5 milhões de toneladas do produto.
Mesmo que haja ajustes pontuais no mix entre açúcar e etanol, a consultoria avalia que o volume elevado de oferta deve continuar limitando a recuperação dos preços internacionais, mantendo o mercado sob pressão.
No Brasil, o movimento negativo se repetiu. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), o açúcar cristal branco foi negociado a R$ 101,75 por saca de 50 quilos, uma queda de 1,03% em relação à cotação anterior. No acumulado de fevereiro, o indicador já soma desvalorização de 2,98%.
O mercado de etanol hidratado também apresentou queda no estado de São Paulo. Conforme o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 3.136,50 por metro cúbico, representando recuo de 0,32% frente ao pregão anterior. No acumulado do mês, o produto já registra baixa de 0,67%, refletindo um início de fevereiro marcado por ajustes e menor demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
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