Publicado em: 02/06/2016 às 10:30hs
No vencimento julho/16, a commodity fechou em 17,41 centavos de dólar por libra-peso, oito pontos a menos que a sessão anterior. O vencimento outubro/16 também se desvalorizou, com negócios em 17,60 cts/lb, recuo de seis pontos no comparativo com a véspera. Os outros vencimentos se valorizaram entre três e oito pontos.
Segundo analistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico de hoje, as razões para a queda estão nos números apresentados ontem pela Unica - União da Indústria de Cana-de-açúcar, referentes à moagem da primeira quinzena de maio. "A divulgação do relatório de moagem (...) pressionou o mercado", destacou o jornal.
"Conforme a Unica, houve aumento de 68,4% na produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de maio na comparação com o mesmo período de 2015, totalizando 2,1 milhões de toneladas", destacaram os analistas ouvidos pelo Valor.
A H.Commcor destacou também a pressão exercida pelos números da moagem, e também ponderou sobre as "preocupações quanto a capacidade de escoamento para a grande demanda externa para o adoçante".
"Segundo matéria divulgada pela Agência Estado, com o levantamento da agência marítima, Williams Brazil, o volume de agendamentos no primeiro bimestre de 2016 já é 170% maior que o registrado no ano anterior. Isso demonstra que o açúcar brasileiro vem substituindo os, antes exportados, por Índia e Tailândia, devido aos danos causados pela seca nessas regiões", destacou análise da H.Commcor.
Londres
Em Londres os preços também fecharam mistos, com queda nas duas primeiras telas e pequena elevação nos demais vencimentos. Na tela agosto/16, o açúcar foi comercializado a US$ 481,60 a tonelada, baixa de 2,20 dólares no comparativo com a véspera.
Mercado doméstico
O açúcar fechou pelo quinto dia seguido em alta pelos índices do Cepea/Esalq, da USP. Ontem (1º), o tipo cristal foi comercializado pelas usinas paulistas a R$ 77,47 a saca de 50 quilos, alta de 0,26% no comparativo com os preços de terça-feira.
Etanol diário
Os preços do etanol hidratado também mantiveram-se em alta pelos índices da Esalq/BVMF. O metro cúbico do biocombustível foi comercializado ontem em R$ 1.472,50, alta de 0,93% no comparativo com a véspera. Esta foi a sétima alta seguida dos preços do hidratado no Indicador Diário Paulínia.
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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