Publicado em: 10/06/2024 às 11:00hs
Os mercados futuros do açúcar fecharam em queda na última sexta-feira (7), impactados pelo clima seco no Brasil, que continua a pressionar as cotações. Apesar de terem alcançado a máxima de um mês recentemente na ICE Futures de Nova York, os preços recuaram com a previsão de possíveis prejuízos no último trimestre da temporada atual e na safra 2025/26.
Especialistas ouvidos pela Reuters indicam que o clima seco tem facilitado a colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, mas isso pode acarretar problemas futuros. Na ICE de Nova York, todos os contratos de açúcar bruto registraram desvalorização na sexta-feira. O contrato para julho/24 caiu 22 pontos, fechando a 19 centavos de dólar por libra-peso, uma queda de 1,1% em relação ao dia anterior. O contrato para outubro/24 também recuou 22 pontos, sendo negociado a 18,88 centavos por libra-peso, enquanto os demais contratos caíram entre 12 e 24 pontos.
Em maio, o Brasil exportou 2,81 milhões de toneladas métricas de açúcar, um aumento em comparação com os 2,41 milhões do ano anterior, conforme dados da Reuters.
Na ICE Futures Europe, em Londres, os contratos de açúcar branco também registraram queda. O contrato para agosto/24 foi negociado a US$ 553,30 por tonelada, uma queda de US$ 7,50, ou 1,3%, em relação ao dia anterior. O contrato para outubro/24 caiu US$ 6,70, sendo negociado a US$ 533,70 por tonelada. Outros contratos recuaram entre US$ 3,50 e US$ 6,10.
No mercado interno, a sexta-feira também foi de baixa para o açúcar cristal, conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 135,01, uma desvalorização de 0,48% em relação ao preço de R$ 135,66 da quinta-feira.
A persistência do clima seco no Brasil continua a ser um fator determinante para as cotações do açúcar, com reflexos importantes tanto no mercado internacional quanto no doméstico.
Fonte: Portal do Agronegócio
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