Publicado em: 26/02/2026 às 11:00hs
O mercado do açúcar apresentou cotações mistas nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (25), enquanto os preços no Brasil continuam em queda, refletindo uma tendência de baixa no mercado físico paulista. O etanol hidratado também registrou desvalorização, acompanhando o movimento negativo do setor sucroenergético.
Em Nova York (ICE Futures US), os contratos de açúcar bruto/demerara tiveram comportamento misto:
O mercado segue próximo à mínima de cinco anos, registrada no início de fevereiro (13,67 cents/lbp), com valorização do real oferecendo algum suporte. Analistas destacam que a perspectiva de uma safra menor na Índia contribui para limitar perdas mais acentuadas.
Na ICE Europe, em Londres, os contratos de açúcar branco tiveram predominância de quedas:
No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal branco registrou R$ 98,28 por saca de 50 kg, queda de 0,84% em relação ao fechamento anterior. No acumulado de fevereiro, a desvalorização chega a 6,30%, refletindo a pressão constante sobre os preços no mercado físico paulista.
O etanol hidratado também apresentou retração. Em Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 2.946,50/m³, baixa de 0,30% no dia e redução acumulada de 6,68% no mês.
A Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia (ISMA) revisou para baixo suas projeções da safra 2025/26, estimando produção de 29,3 milhões de toneladas, volume cerca de 12% maior que o ciclo anterior, porém inferior à previsão anterior de 30,95 milhões de toneladas.
A revisão reflete produtividades menores em estados-chave, como Maharashtra e Karnataka, afetados por condições climáticas irregulares. O ajuste mantém o mercado internacional atento e ajuda a sustentar as cotações diante de recentes movimentos de alta.
Mesmo com oscilações nas bolsas internacionais e a revisão da safra indiana, o mercado interno brasileiro permanece sob pressão de baixa, influenciado pela oferta contínua e pelo desempenho do real. Produtores e operadores acompanham os próximos relatórios de safra e a evolução do câmbio, que podem influenciar a dinâmica das negociações nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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