Publicado em: 27/05/2024 às 10:50hs
Os contratos futuros de açúcar encerraram a última sexta-feira (24) em alta nas bolsas internacionais. A previsão de retorno das chuvas na região Centro-Sul do Brasil deve desacelerar o ritmo acelerado de moagem observado em quase todas as unidades produtoras.
Na ICE Futures de Nova York, o contrato para julho de 2024 foi comercializado a 18,41 centavos de dólar por libra-peso, uma valorização de 15 pontos em comparação com o dia anterior. Na semana, este contrato registrou um aumento de 1,5%. O contrato para outubro de 2024 fechou a 18,39 centavos de dólar por libra-peso, subindo 12 pontos. Os demais contratos futuros registraram altas entre 4 e 13 pontos.
De acordo com a Reuters, o Rabobank atribui o recente enfraquecimento do mercado de açúcar ao fato de as usinas brasileiras, principais produtoras mundiais, estarem operando em plena capacidade nas últimas duas temporadas.
"A expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos é que a produção global de açúcar alcance um recorde de 186 milhões de toneladas métricas na temporada 2024/25 (outubro a setembro), ao passo que a demanda deve atingir um recorde histórico de 178,8 milhões de toneladas", destacou a Agência Internacional de Notícias.
Na ICE Futures Europe, em Londres, a sexta-feira também registrou alta em todos os lotes de açúcar branco. O contrato para agosto de 2024 foi negociado a US$ 545,90 por tonelada, uma alta de US$ 6,20 em relação ao dia anterior. O contrato para outubro de 2024 subiu US$ 5,80, sendo negociado a US$ 524,20 por tonelada. Os demais contratos futuros apresentaram aumentos entre US$ 1,10 e US$ 4,60.
No mercado interno, a sexta-feira registrou queda nas cotações do açúcar cristal, conforme medido pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada pelas usinas a R$ 138,85, contra R$ 139,44 na quinta-feira, uma redução de 0,42%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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