Açúcar: contrato futuro fecha em baixa em semana marcada por relativa calma
Os mercados futuros do açúcar encerraram a última sexta-feira (2) em baixa nas bolsas internacionais
Publicado em: 05/12/2022 às 10:40hs
Segundo analistas ouvidos pela Reuters, os preços da commodity "foram limitados pelas expectativas de uma mudança para um superávit de mercado, em meio às perspectivas favoráveis de produção no Brasil. No entanto, as cotações continuaram sustentadas por um período prolongado de chuva nas regiões sul e sudeste do Brasil, que deve prejudicar o andamento da safra de cana".
Em Nova York, na ICE Futures, o açúcar bruto, vencimento março/23 foi contratado a 19,48 centavos de dólar por libra-peso, variação negativa de 0,6% no comparativo com os preços praticados no dia anterior, mas acima da mínima de duas semanas atingida no início da semana, ainda segundo a Reuters.
Em Londres a sexta-feira também viu as cotações do açúcar branco, negociadas na ICE Futures Europe, fecharem em baixa. O lote março/23 foi contratado a US$ 532,90 a tonelada, recuo de 0,9% no comparativo com os preços da véspera.
No mercado doméstico a sexta-feira viu os contratos do açúcar fecharem em alta pelo Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos do açúcar cristal foi comercializada a R$ 138,42 contra R$ 136,66 da véspera, valorização de 1,29% no comparativo.
Análise
Segundo análise do economista Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, "a semana foi relativamente calma na maioria dos mercados de commodities. Tudo indica que com a aproximação do final do ano e a dispersão provocada pela Copa do Mundo de Futebol jogada no Qatar tem contribuído para que os participantes do mercado observem os movimentos e as oscilações com especial cuidado. O ritmo de final de ano parece indicar que o momento favorece ao ajuste dos livros, à mitigação de riscos desnecessários e a aversão a estratégias que possam comprometer o resultado do ano. Assim, faz-se apenas o indispensável para não ter que encarar o imprevisível".
Ainda segundo Corrêa, os olhos dos gestores permanecem atentos aos passos chineses. "Parece que a situação naquele país acerca dos bloqueios provocados para atingir a estratégia de Covid zero se acalmou por aqueles lados dando fôlego aos mercados acionários e também ao mercado de petróleo".
"No acumulado da semana, o petróleo tipo WTI recuperou 5.32% seguido pelo Brent 2.57%. O VIX, indicador que mede a volatilidade do mercado acionário americano, mas que também reflete o nervosismo dos investidores globais, apresentou queda de 5.5% na semana. Não é exatamente afirmar que o mar não está agitado, mas a altura das ondas atuais permite a navegabilidade", destacou o diretor da Archer.
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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