Publicado em: 20/06/2024 às 11:00hs
Nesta quarta-feira, o açúcar branco negociado na ICE Futures Europe, em Londres, apresentou um fechamento misto, com variações positivas nas cinco primeiras posições de maior liquidez e quedas nos contratos de longo prazo.
O contrato para agosto de 2024 foi fechado a US$ 553,50 por tonelada, registrando um aumento de US$ 6,90, ou 1,3%, em relação aos preços do dia anterior. O contrato para outubro de 2024 também teve uma valorização, subindo US$ 5,60 e sendo negociado a US$ 538,50 por tonelada. Os demais contratos oscilaram entre uma queda de US$ 1,90 e um aumento de US$ 4,20.
De acordo com a Reuters, a Índia, o segundo maior produtor mundial de açúcar, enfrenta uma previsão de chuvas abaixo do normal para junho devido ao lento avanço das monções, o que levanta preocupações para o setor agrícola do país. No Brasil, principal produtor de açúcar, o tempo seco continua a ser uma preocupação. No entanto, o mercado opera dentro de uma faixa de preços, com a maioria dos analistas esperando um excedente de oferta para a temporada 2024/25 (outubro-setembro).
A ICE Futures de Nova York não operou nesta quarta-feira devido ao feriado de Juneteenth, que celebra o fim da escravidão nos Estados Unidos após a guerra civil.
No mercado interno, houve uma queda no preço do açúcar cristal, conforme indicado pelo Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 136,12, em comparação com R$ 136,69 na terça-feira, representando uma queda de 0,42%.
O etanol hidratado registrou o quarto dia consecutivo de alta, segundo o Indicador Diário Paulínia. O biocombustível foi negociado pelas usinas a R$ 2.521,00 por metro cúbico, contra R$ 2.495,00 no dia anterior, uma valorização de 1,04%. No acumulado do mês, o indicador apresenta uma alta de 3,98%.
Essas variações refletem as complexidades e influências climáticas no mercado global de açúcar e biocombustíveis, destacando a importância de monitorar as condições climáticas e políticas globais para entender melhor as dinâmicas de preços e oferta no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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