Publicado em: 25/02/2026 às 11:10hs
O mercado do açúcar segue com comportamento misto entre os principais centros de negociação internacionais, ao mesmo tempo em que o mercado doméstico brasileiro mantém tendência de retração. Fatores cambiais e a queda do etanol hidratado também influenciam o cenário atual.
Em Nova Iorque, o açúcar bruto perdeu parte do fôlego das últimas sessões. O contrato março/26 fechou a 14,54 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,07%. Os contratos de maio e julho de 2026 também registraram baixa, sendo negociados a 13,97 e 13,96 cents/lbp, respectivamente, refletindo realização de lucros e perda do suporte dos 14 cents.
No mercado europeu, o açúcar branco apresentou estabilidade com leve tendência positiva. O contrato maio/26 foi cotado a US$ 407,40 por tonelada, alta de 0,05%, enquanto os vencimentos próximos tiveram variações mínimas, indicando menor volatilidade na Europa.
A forte valorização do real frente ao dólar tem limitado a participação das usinas brasileiras nas negociações internacionais. Com o câmbio mais forte, as vendas em dólares passam a render menos quando convertidas para a moeda local, reduzindo as margens de lucro. Essa dinâmica faz com que o Brasil retenha parte da oferta, sustentando os preços globais e evitando quedas acentuadas nas bolsas.
No Brasil, o Indicador Cepea/Esalq apontou estabilidade no açúcar cristal branco, negociado a R$ 99,11 por saca de 50 quilos, leve alta de 0,02% no dia. Apesar da pequena valorização, o acumulado de fevereiro ainda registra queda de 5,51%, mantendo o mercado paulista sob pressão.
O etanol hidratado também segue em retração. De acordo com o Indicador Diário de Paulínia (SP), o biocombustível foi negociado a R$ 2.955,50 por metro cúbico, queda diária de 0,61% e recuo acumulado de 6,40% no mês, reforçando a tendência de enfraquecimento das cotações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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