Processamento

Tecnologia na indústria de alimentos minimamente processados contribui para a segurança dos produtos

Iniciativa traz ao consumidor final mais informações sobre o alimento adquirido e fornece aos distribuidores maior controle sobre os lotes de produtos comercializados


Publicado em: 03/08/2023 às 07:00hs

Tecnologia na indústria de alimentos minimamente processados contribui para a segurança dos produtos

O Brasil exportou mais de 330 mil toneladas de frutas no primeiro quadrimestre de 2023, com faturamento quase 10% maior do que o apurado no mesmo período do ano passado, segundo o Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para alcançar essas oportunidades de negócio, produtores e distribuidores podem lançar mão da tecnologia de rastreabilidade para padronizar as informações que chegam aos clientes externos e também ao consumidor. Por meio do novo padrão de código, chamado digital link ou 2D, que já vem sendo implementado na indústria e no varejo, o segmento horticultor poderá otimizar o planejamento logístico, automatizar processos de checagens, entre outros.

O desenvolvimento dos padrões de código de informações bidimensionais (2D) para frutas, legumes e verduras no Brasil é uma iniciativa da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, organização sem fins lucrativos que desenvolve padrões globais para comunicação empresarial. Neste contexto, a parceria com a PariPassu, empresa referência em soluções de rastreabilidade para a cadeia agroalimentar, favorece a adoção do novo padrão junto aos produtores, distribuidores e varejistas que utilizam a ferramenta de rastreabilidade. Nildo Wilpert Júnior, IT Manager da PariPassu, explica que a novidade terá impactos positivos em toda a cadeia agroalimentar, desde o produtor até o consumidor final.

“Com a padronização do uso do QR Code GS1 Digital Link, o consumidor vai conseguir ter as informações do produto dele sem a necessidade de baixar nenhum novo aplicativo no celular. Saber onde o alimento foi produzido e quem cultivou promove uma noção do impacto do consumo, sendo positivo para o agricultor na outra ponta, pois traz visibilidade à produção, muitas vezes familiar. Por outro lado, no varejo, a adoção dos QR promove a automatização dos processos e facilita o controle e identificação em caso de necessidade de um recall”, aponta.

A nova padronização trará eficiência no checkout do produto, haja vista que, diferente do código de barras tradicional que precisa ser digitado manualmente se estiver com alguma rasura, o QR Code GS1 Digital Link é lido mesmo com uma falha ou rasgo na impressão. “Dentre outras possibilidades, o padrão 2D em embalagens de alimentos minimamente processados poderá verificar automaticamente a data de validade dos produtos, impossibilitando a venda de algo já vencido”, comenta Nildo.

Com a novidade, a GS1 Brasil e PariPassu preveem otimização dos processos, redução de custos e desperdícios. “No primeiro momento será preciso uma atualização para a leitura do QR Code GS1 Digital Link, mas no médio prazo podemos falar numa redução de custos. O QR Code GS1 Digital Link é capaz de agrupar um grande número de informações, como dados nutricionais, origem do alimento, validade, entre outros, e assim, traz a possibilidade de reduzir a necessidade de impressão, garantindo economia”, aponta o especialista.

Automação x oportunidades de negócios

Nilson Gasconi, executivo de Soluções da Associação Brasileira de Automação-S1 Brasil, explica que a entidade vem apoiando tanto a indústria quanto o varejo na adoção da nova padronização 2D. O especialista relata que há cases de redes em São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, entre outros, que iniciaram a implementação para leitura e interpretação do QR Code GS1 Digital Link.

“Falando no segmento de frutas, legumes e verduras, o digital link dá identidade ao produto; funcionando como se fosse seu ‘RG’, tornando-o único. Essa identidade única e inequívoca do produto, pode trazer ainda mais informações como data de validade, site do produtor/distribuidor, e muito mais. Imagine que esses produtos sejam exportados para a China, Japão, países da Europa, em qualquer lugar do mundo, ele poderá ser identificado, sendo base para a rastreabilidade, processos mais seguros e automatização. É mais segurança para toda a cadeia, beneficiando produtor, distribuidor, varejo e o consumidor na ponta”, destaca.

Um exemplo de sucesso de automatização e rastreabilidade com o uso do QR Code GS1 Digital Link é a Unidasul, uma das maiores distribuidoras e atacadistas do Rio Grande do Sul. Com a integração do sistema de rastreabilidade, desenvolvido pela PariPassu, com o software da embaladora, todas as bandejas de alimentos trazem as informações de origem do alimento, lote, data de validade no QR Code GS1 Digital Link.

Fonte: Dialetto

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