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Setor vinícola projeta crescimento de até 10% no final de ano

Alta do dólar aumenta venda de produtos nacionais no Brasil


Publicado em: 09/11/2015 às 09:15hs

Setor vinícola projeta crescimento de até 10% no final de ano

Fatores como a alta do dólar, visibilidade dos produtos na mídia e o resultado até setembro deste ano baseiam a expectativa de dirigentes de entidades que a venda de vinhos, sucos de uva, espumantes e outros produtos vitivinícolas no último trimestre de 2015 deve registrar um aumento de até 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Para os espumantes e para o suco de uva, especificamente, a perspectiva é de um aumento ainda maior, de cerca de 15%. A projeção está baseada nos números registrados até setembro deste ano – crescimento de 7,2%, em geral, de 20,4% nos espumantes e de 7,5% nos vinhos finos.

O vice-presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), Dirceu Scottá, cita o momento econômico brasileiro conturbado e afirma que a alta do dólar, isoladamente, não interfere de forma imediata no aumento de comercialização dos vinhos brasileiros. “O que muda é que os compradores voltam a enxergar nossos vinhos como produtos mais competitivos em relação aos importados. Porém, devemos também levar em conta que muitos trabalham com margens elevadas e outra parcela de lojistas ainda tem produtos em estoque e podem adiar o repasse do aumento para o consumidor”, pondera.

O presidente do Sindivinho/RS (Sindicato da Indústria do Vinho, do Mosto de Uva, dos Vinagres e Bebidas Derivados da Uva e do Vinho do Estado do Rio Grande do Sul), Gilberto Pedrucci, explica que, por ser o período em que ocorre o maior volume nas vendas, o último trimestre deve ser positivo para o setor. “É muito importante esse crescimento que temos observado nos vinhos finos e nos espumantes porque nos dá fôlego para acreditar num bom final de ano”, afirma. Pedrucci, que integra o Comitê de Tributação do Ibravin, avalia que há uma tendência de aumento significativo nas vendas até o final do mês de novembro em função da mudança na forma de cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Para as vendas no final do ano, o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, se mostra otimista. Sentimento justificado, segundo ele, devido à exposição dos produtos brasileiros na mídia nacional, à alta do dólar e à tendência de antecipação de compras pelos lojistas já verificada pelos departamentos comerciais das vinícolas.

Fonte: Guia Marítimo

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