Publicado em: 03/01/2024 às 10:00hs
No período de recesso que afeta grande parte das indústrias de fécula, a produção de mandioca enfrenta um contexto desafiador. Com as atividades paralisadas para manutenção anual, apenas algumas unidades continuam recebendo mandioca, programadas para retomar as operações de moagem nas próximas semanas.
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a menor demanda, aliada ao interesse crescente dos produtores em algumas regiões, exerce pressão nas cotações da raiz. Contudo, as quedas não foram tão acentuadas devido à demanda constante das farinheiras, que mantêm o esmagamento da mandioca.
Entre 18 e 22 de dezembro, o valor médio da tonelada de mandioca posta na fecularia, a prazo, registrou R$ 577,50, com uma leve queda de 0,41% em comparação com o intervalo anterior. Considerando o deflacionamento pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de dezembro de 2023, houve uma desvalorização significativa de 49,3% nos últimos 12 meses.
Apesar dos desafios evidentes para o setor de fécula de mandioca, a resiliência das farinheiras em manter a demanda sugere uma estabilidade relativa. Os produtores enfrentam o desafio de equilibrar oferta e demanda, buscando estratégias para lidar com as flutuações do mercado e desafios sazonais.
À medida que o setor se prepara para o próximo ano, especialistas destacam a importância de acompanhar as tendências de mercado, considerando fatores como a demanda do consumidor, as condições climáticas e as políticas governamentais. A implementação de práticas agrícolas sustentáveis e a busca por eficiência na cadeia de produção são apontadas como elementos cruciais para a adaptação do setor às mudanças em curso.
Apesar dos desafios persistentes, a expectativa é que a indústria de fécula de mandioca continue a evoluir, explorando novas oportunidades e adotando medidas estratégicas para enfrentar as adversidades do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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