Publicado em: 20/04/2022 às 14:20hs
A Marfrig – líder global em produção de hambúrgueres e uma das maiores empresas de carne bovina do mundo – teve suas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE) aprovadas pela Science Based Targets initiative (SBTi), submetidas no ano passado. A companhia brasileira é a única do setor de proteína bovina nas Américas a ter suas metas aprovadas e a se comprometer a limitar o aumento da temperatura global a até 1,5ºC.
As metas da Marfrig são:
A SBTi é uma iniciativa internacional que mobiliza empresas para desenvolverem metas de redução das emissões de GEE com base na ciência, alinhadas com os esforços necessários para limitar o aquecimento global. É formada por Carbon Disclosure Project (CDP), United Nations Global Compact, World Resources Institute (WRI) e World Wide Fund for Nature (WWF).
“A Marfrig vem desenvolvendo e implementando ações para conciliar produção com respeito socioambiental há mais de uma década. A resposta da SBTi é um reconhecimento do nosso trabalho e a melhor sinalização de que nossa jornada é respaldada em um trabalho robusto, baseado em ciência, que é o melhor caminho em direção à sustentabilidade”, diz Paulo Pianez, diretor de Sustentabilidade e Comunicação Corporativa da Marfrig. “Nosso maior desafio está no escopo 3 (emissões de metano pelos animais), que representa 98% de todas as emissões da Marfrig”, revela ele.
Diversas ações estão sendo desenvolvidas pela Marfrig em direção às metas validadas pela SBTi. Para alcançar as metas dos escopos 1 e 2, a companhia está alterando sua matriz energética por meio da aquisição de energia elétrica de fontes renováveis. Exemplo disso é a substituição de combustível de caldeira em sua operação nos Estados Unidos (National Beef). Lá a companhia utiliza o biogás como combustível para operar as caldeiras. Esse gás é produzido a partir de resíduos orgânicos, como os dejetos do gado, e auxilia também na redução das emissões de escopo 1, uma vez que o metano gera volume 28x maior de efeito estufa que o gás carbônico.
Há também a utilização, no Brasil, de equipamentos com melhor eficiência energética em substituição às caldeiras a óleo, usando fontes renováveis como madeira e cavaco de origem de reflorestamento.
Já para atingir a meta do escopo 3, os esforços da Marfrig estão direcionados para aumentar a aquisição de animais de sistemas produtivos de baixa emissão de carbono (como o que associa lavoura, pecuária e floresta). A companhia também recorre à nutrição animal para redução expressiva de emissões provenientes da fermentação entérica. Outro caminho é a inovação – melhoria genética – permitindo que os animais se desenvolvam mais rapidamente, com maior eficiência produtiva, o que reduz a quantidade de emissões de GEE na atmosfera.
Fonte: MARFRIG
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