Publicado em: 24/03/2026 às 10:45hs
As exportações de ovos de Minas Gerais registraram crescimento de 15,7% no volume embarcado nos dois primeiros meses do ano, totalizando 1,1 mil toneladas.
No mesmo período, a receita também apresentou avanço, com alta de 4,4% em relação ao primeiro bimestre do ano anterior, alcançando US$ 1,5 milhão. O desempenho reforça o papel do setor avícola na diversificação da pauta exportadora do estado.
De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o principal destino dos ovos mineiros foi o Chile, responsável por cerca de 70% das aquisições.
O resultado é impulsionado pela abertura do mercado chileno para ovos e derivados brasileiros desde 2023, por meio do modelo de pre-listing. Esse mecanismo permite que estabelecimentos habilitados no Brasil sejam previamente aceitos pelo país importador, sem a necessidade de auditorias individuais.
Além do Chile, a produção mineira de ovos também alcança outros mercados internacionais, incluindo países da África, Europa e Ásia.
Entre os destinos estão Mauritânia, Serra Leoa, Gâmbia, Cuba, Colômbia, Itália e Japão, evidenciando a diversificação geográfica das exportações.
No consolidado do agronegócio, Minas Gerais exportou US$ 2,4 bilhões entre janeiro e fevereiro, com embarques de 1,5 milhão de toneladas.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve recuo de 5,2% no valor exportado, enquanto o volume apresentou leve alta de 0,3%.
Mesmo com a queda na receita, o estado mantém a terceira posição entre os maiores exportadores agropecuários do país, respondendo por cerca de 11% da receita nacional do setor.
Segundo análise técnica da Seapa, a retração no faturamento está mais relacionada à queda nos preços médios e à composição da pauta exportadora do que à redução física dos embarques.
O valor médio por tonelada exportada caiu de US$ 1.752,79 para US$ 1.657,31, refletindo a pressão sobre os preços internacionais de diversos produtos.
Ao todo, 397 produtos agropecuários mineiros foram exportados para 148 países no primeiro bimestre do ano.
Os principais destinos incluem China, Estados Unidos, Alemanha e Itália, reforçando a ampla inserção internacional do agro mineiro.
Principal produto da pauta exportadora, o café somou US$ 1,6 bilhão no período, com queda de 8,8% na receita.
O volume embarcado também apresentou retração significativa, com 3,6 milhões de sacas, redução de 28,1% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
O setor de carnes bovina, suína e de frango teve papel relevante na sustentação das exportações, com receita de US$ 274,7 milhões, alta de 11,4%.
O volume embarcado atingiu 76,2 mil toneladas, crescimento de 3% na comparação anual.
O segmento sucroalcooleiro registrou embarques de 535,6 mil toneladas, aumento de 27% no volume.
Apesar disso, a receita somou US$ 191 milhões, com leve queda de 3,3%, refletindo a redução dos preços médios no mercado internacional.
O complexo soja, que inclui grãos, óleo e farelo, apresentou desempenho positivo, com receita de US$ 130,3 milhões e embarques de 289,5 mil toneladas.
Os resultados representam alta de 41,7% em valor e 31,2% em volume, além de elevação no preço médio por tonelada.
Os produtos florestais, como celulose, madeira e papel, totalizaram US$ 176,2 milhões em exportações, com queda de 10,4%.
O volume embarcado também recuou, atingindo 330,8 mil toneladas, redução de 8,1% na comparação com o ano anterior.
O desempenho das exportações, com destaque para o crescimento do setor de ovos, reforça a estratégia de diversificação da pauta agropecuária de Minas Gerais.
Mesmo diante de oscilações nos preços internacionais, o estado amplia sua presença em diferentes mercados e mantém relevância no comércio global de produtos do agronegócio.
Fonte: Portal do Agronegócio
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