Produção própria de feno ganha espaço na pecuária e amplia segurança alimentar dos rebanhos
Pecuaristas investem na produção de feno dentro das propriedades para reduzir custos, enfrentar períodos de seca e garantir oferta de alimento de qualidade durante todo o ano.
Publicado em: 29/07/2026 às 08:30hs
A produção própria de feno vem conquistando espaço no planejamento estratégico da pecuária brasileira como uma ferramenta para aumentar a eficiência, reduzir custos e garantir maior segurança alimentar aos rebanhos.
Antes associada principalmente aos períodos de falta de pastagem, a fabricação de feno dentro das propriedades passou a ser vista como uma alternativa de gestão, permitindo ao produtor ter maior controle sobre a alimentação dos animais e reduzir a dependência do mercado.
Segundo especialistas do setor, a estratégia contribui para diminuir gastos com compra de alimento, transporte e variações de preços, além de melhorar o planejamento da atividade pecuária ao longo do ano.
Produção de feno reduz dependência externa e melhora gestão da propriedade
De acordo com Marcelo Pupin, coordenador de Marketing de Produto da Massey Ferguson, produzir o próprio feno oferece maior autonomia ao pecuarista e permite acompanhar todas as etapas do processo produtivo, desde o desenvolvimento da forrageira até a colheita e o armazenamento.
A produção interna reduz a exposição a fatores externos, como:
- disponibilidade limitada de fornecedores;
- aumento nos custos de transporte;
- oscilações de preços do mercado;
- dificuldade de aquisição em períodos críticos.
Com maior controle sobre a produção, o pecuarista consegue planejar melhor os custos da alimentação animal e preservar a qualidade nutricional do alimento oferecido ao rebanho.
Feno se torna estratégia contra períodos de seca e irregularidade climática
As mudanças no padrão climático, com períodos prolongados de estiagem e chuvas irregulares, têm aumentado a preocupação dos produtores com a disponibilidade de forragem.
Nesse cenário, o feno funciona como uma reserva estratégica, garantindo alimento para bovinos, equinos, ovinos e caprinos quando a oferta de pasto diminui.
A adoção de equipamentos para corte, secagem, formação de leiras e enfardamento permite aproveitar melhor as condições climáticas favoráveis, reduzir perdas durante o processo e aumentar a eficiência operacional.
O planejamento correto da produção possibilita transformar períodos de maior oferta de forragem em estoque alimentar para momentos de maior demanda.
Tecnologia aumenta eficiência na produção de fardos
A mecanização da produção de feno tem papel fundamental para elevar a produtividade e reduzir desperdícios.
Equipamentos adequados ajudam o produtor a realizar as operações no momento ideal, especialmente em uma atividade que depende diretamente das condições de clima e umidade.
Entre os principais ganhos estão:
- maior aproveitamento da forragem produzida;
- redução de perdas na secagem e armazenamento;
- padronização dos fardos;
- economia de mão de obra;
- maior agilidade nas operações.
Com isso, a produção de feno deixa de ser apenas uma alternativa emergencial e passa a integrar uma estratégia permanente de eficiência produtiva.
Venda de fardos pode gerar renda adicional ao pecuarista
Além de atender às necessidades internas da fazenda, a produção excedente de feno pode abrir uma nova oportunidade de negócio.
Quando a propriedade produz acima da demanda do próprio rebanho, os fardos podem ser comercializados para outros criadores, incluindo produtores de bovinos, cavalos e pequenos ruminantes.
Segundo Pupin, essa possibilidade transforma o feno em uma fonte complementar de receita e amplia o aproveitamento dos recursos disponíveis dentro da propriedade.
Planejamento alimentar fortalece a pecuária sustentável
A produção própria de feno representa uma mudança de visão na pecuária, passando de uma solução de emergência para uma ferramenta de planejamento e gestão.
Ao garantir alimento de qualidade, reduzir custos e diminuir riscos climáticos, o produtor ganha previsibilidade e melhora a eficiência econômica da atividade.
Com maior profissionalização do setor, o feno tende a ocupar um papel cada vez mais estratégico nos sistemas pecuários brasileiros, especialmente em propriedades que buscam produtividade, autonomia e sustentabilidade.
Fonte: Portal do Agronegócio
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