Manutenção preditiva de máquinas agrícolas ajuda a evitar paradas nas janelas de plantio e colheita
Lubrificação adequada, análise de óleo e acompanhamento técnico permitem identificar sinais de desgaste antes que falhas comprometam as operações no campo
Publicado em: 15/10/2026 às 15:30hs
A disponibilidade das máquinas ganha importância quando o clima concentra o plantio ou a colheita em poucos dias. Nessas condições, uma falha mecânica pode provocar atrasos, elevar custos e reduzir a capacidade de aproveitar a janela de trabalho. A manutenção preditiva, baseada no acompanhamento das condições dos equipamentos, ajuda a identificar problemas antes que eles interrompam a operação.
Em períodos de maior instabilidade climática, como os associados à influência do El Niño, essa preparação se torna ainda mais relevante. Excesso de chuva, irregularidade das precipitações e calor podem alterar o calendário agrícola, exigindo que a frota esteja pronta quando as condições permitirem a entrada no campo.
Segundo Wesley Baldo, diretor comercial da Promarcas, a combinação entre lubrificação correta, análise de fluidos e interpretação do histórico operacional permite antecipar intervenções e preservar componentes.
Lubrificação começa pela escolha correta do produto
O planejamento da manutenção deve considerar as características de cada máquina, as recomendações técnicas e as condições de trabalho. Antes da análise do óleo usado, é necessário definir o lubrificante adequado e os procedimentos de aplicação.
Componentes submetidos a cargas elevadas, temperaturas intensas e operações prolongadas dependem desse cuidado para manter o funcionamento.
De acordo com Baldo, o diagnóstico da operação orienta a escolha dos produtos e a avaliação de seu custo-benefício. A etapa seguinte envolve o acompanhamento do lubrificante para verificar seu comportamento durante o uso.
O executivo estima que a lubrificação represente aproximadamente 1% do custo geral de manutenção de uma operação. Apesar dessa participação, ele ressalta que problemas nessa área podem gerar despesas expressivas com reparos e indisponibilidade dos equipamentos.
Análise de óleo identifica alterações e orienta inspeções
A análise do lubrificante usado reúne indicadores que ajudam a avaliar as condições do fluido e dos componentes. Entre os parâmetros acompanhados estão a viscosidade e a presença de contaminantes.
Baldo compara o procedimento a um exame de sangue: os resultados precisam ser interpretados dentro do contexto, considerando o equipamento e sua rotina de trabalho.
“A análise do lubrificante é como se fosse o nosso exame de sangue. A gente recebe os dados brutos, mas alguém precisa interpretar aquilo”, afirma.
Uma alteração nos níveis de contaminação, por exemplo, pode indicar a necessidade de investigar determinados pontos da máquina. O resultado laboratorial orienta a inspeção, mas sua interpretação depende das referências esperadas para aquela aplicação.
Com esse acompanhamento, a equipe de manutenção pode direcionar verificações e intervenções antes que o problema evolua para uma parada durante o plantio ou a colheita.
Histórico dos equipamentos transforma dados em decisões
A coleta de amostras é uma parte do processo. Para apoiar a gestão da frota, os resultados precisam ser organizados e comparados ao longo do tempo.
Segundo Baldo, a Promarcas mantém um departamento de engenharia responsável por acompanhar as análises dos clientes. Os dados são registrados em sistemas de controle que permitem observar a evolução dos indicadores e identificar mudanças.
Esse histórico contribui para definir prioridades de manutenção e avaliar se uma alteração é pontual ou recorrente. Também pode apoiar a elaboração de um plano de lubrificação, com cronogramas e procedimentos padronizados para a propriedade.
A proposta é estabelecer uma rotina contínua de acompanhamento, conectando coleta de dados, análise dos fluidos e orientação técnica.
Economia depende das condições de cada operação
Baldo relata casos atendidos pela empresa em que a identificação antecipada de problemas teria evitado despesas relevantes. Em um dos exemplos, ele cita economia superior a R$ 5 milhões em um ano somente com peças.
O executivo também afirma que, dependendo da operação e das condições encontradas, a combinação de manutenção preventiva e preditiva pode contribuir para reduzir os custos de manutenção em até 50%.
Os números se referem a experiências e estimativas apresentadas pela empresa. Os resultados variam conforme o estado da frota, o histórico de falhas e as medidas adotadas.
Preparação da frota protege o calendário agrícola
Além do custo do reparo, uma máquina parada pode comprometer o andamento de atividades que dependem de condições específicas de solo e clima. Por isso, antecipar inspeções e organizar a manutenção ajuda a preservar a capacidade operacional da propriedade.
A Promarcas informa que associa esse acompanhamento técnico à utilização de lubrificantes da linha Bardahl, destinados a diferentes aplicações.
O foco do trabalho, segundo Baldo, é integrar produto adequado, rotinas de lubrificação e análise dos equipamentos para reduzir o risco de falhas justamente nos períodos em que a frota é mais exigida.
Fonte: Portal do Agronegócio
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