Publicidade
Maquinas e Implementos

Grunner investe R$ 19,5 milhões e lança máquinas agrícolas movidas a etanol e biometano

Motores desenvolvidos com a MWM já integram a oferta comercial; nova plataforma em parceria com a Mercedes-Benz foi projetada para operações no campo


Publicado em: 09/10/2026 às 07:30hs

Grunner investe R$ 19,5 milhões e lança máquinas agrícolas movidas a etanol e biometano
Foto: Grunner

A Grunner anunciou um investimento de R$ 19,5 milhões para ampliar as opções de motorização de suas máquinas agrícolas e adotar uma plataforma desenvolvida especificamente para o trabalho no campo. A fabricante passa a oferecer equipamentos movidos a etanol e biometano, além das versões a diesel.

Do total investido, R$ 15,5 milhões foram destinados às novas matrizes energéticas e R$ 4 milhões ao desenvolvimento da plataforma. As novidades foram apresentadas durante o Grunner Day 2026, realizado em 23 e 24 de setembro.

Sediada em Lençóis Paulista (SP), a empresa busca ampliar as possibilidades de configuração da frota, especialmente para usinas que produzem combustíveis renováveis e podem utilizá-los nas próprias operações agrícolas.

Motores a etanol e biometano atendem às diferentes linhas

As novas motorizações foram desenvolvidas em parceria com a MWM e já integram a oferta comercial da Grunner. Segundo a fabricante, elas podem equipar todo o portfólio, incluindo as linhas ATR, destinada ao transbordo de cana-de-açúcar; ASP, utilizada na aplicação de vinhaça; e ADS, voltada à distribuição de sólidos.

Para usinas produtoras de etanol ou biometano, a alternativa permite avaliar o uso do combustível na frota ou sua comercialização, conforme as condições econômicas e as necessidades operacionais.

André Torquetti, gerente nacional de Vendas e Marketing da Grunner, afirma que essa flexibilidade pode reduzir a exposição das operações às oscilações do diesel.

“Quem produz o próprio combustível pode avaliar, de acordo com o cenário operacional e econômico, quando utilizá-lo na frota e quando destiná-lo ao mercado”, explica.

Segundo o executivo, incorporar combustíveis produzidos internamente à mecanização agrícola amplia o controle das usinas sobre sua matriz energética.

Conversão de máquinas a diesel será possível para etanol

A Grunner também prevê a possibilidade de retrofit para etanol em equipamentos que já operam com motores a diesel. A conversão não estará disponível para a motorização a biometano.

Atualmente, mais de 1.500 equipamentos da marca estão em operação no Brasil. A possibilidade de adaptação acrescenta uma alternativa para proprietários que pretendem avaliar a mudança de combustível em máquinas existentes.

Nova plataforma foi concebida para uso agrícola

Outra mudança anunciada é a adoção de uma plataforma exclusiva para as aplicações da Grunner, desenvolvida em parceria com a Mercedes-Benz.

Até então, os equipamentos partiam de uma base originalmente concebida para uso rodoviário, posteriormente adaptada pela fabricante às operações agrícolas. A nova arquitetura considera as exigências do trabalho no campo desde a concepção.

A Mercedes-Benz permanece responsável pela plataforma e pelo fornecimento das motorizações a diesel. A MWM passa a participar dessa estrutura como fornecedora dos motores a etanol e biometano.

Projeto busca ampliar disponibilidade e reduzir manutenção

A nova plataforma será utilizada nas principais linhas de máquinas da companhia. De acordo com a Grunner, o projeto prioriza robustez, redução da necessidade de intervenções e maior disponibilidade operacional.

A expectativa da fabricante é que essas características contribuam para prolongar a vida útil dos equipamentos e reduzir os custos de reparo e manutenção.

“O projeto busca reduzir intervenções, aumentar a disponibilidade e criar condições para uma vida útil maior, desde que acompanhado pelas práticas adequadas de manutenção”, afirma Torquetti.

A combinação da plataforma agrícola com diferentes motorizações permitirá, segundo a empresa, adequar os equipamentos às características de cada operação. Nas usinas que produzem etanol ou biometano, essa configuração também abre espaço para integrar a produção de combustível ao planejamento da frota.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias