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Maquinas e Implementos

Consórcios de máquinas agrícolas perdem ritmo apesar do crescimento do setor em 2026

Vendas de cotas de veículos pesados caem 6,6% até agosto; máquinas agrícolas respondem por 51% desse segmento, segundo análise de dados da ABAC


Publicado em: 25/09/2026 às 10:45hs

Consórcios de máquinas agrícolas perdem ritmo apesar do crescimento do setor em 2026

O mercado brasileiro de consórcios cresceu em 2026, mas as novas adesões no segmento de veículos pesados perderam força. Entre janeiro e agosto, as vendas de cotas dessa categoria, que inclui máquinas agrícolas e caminhões, recuaram 6,6% em relação ao mesmo período de 2025. As máquinas agrícolas representam 51% do segmento, segundo análise do economista André Galhardo Fernandes com base em dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC).

O crédito comercializado em veículos pesados caiu 9,5%, de R$ 17,11 bilhões para R$ 15,48 bilhões. O crédito ofertado aos consorciados também diminuiu: somou R$ 7,65 bilhões, recuo de 4,3%.

Mercado geral de consórcios registra expansão

A retração dos veículos pesados contrasta com o desempenho do sistema de consórcios como um todo. De janeiro a agosto, o volume de negócios alcançou o recorde de R$ 389,6 bilhões, crescimento de 24,2% na comparação anual. As vendas de cotas avançaram 15,1%, enquanto o número de participantes ativos subiu 12%.

No segmento de máquinas agrícolas, a base de consorciados cresceu 3,8% em 12 meses e chegou a 477,55 mil participantes. As contemplações permaneceram praticamente estáveis, em 31,68 mil. Para Galhardo, a combinação de mais participantes com menor ritmo de novas adesões pode sinalizar uma reposição mais lenta dos grupos ao longo do tempo.

Valor médio das cotas de veículos pesados cai 44,2%

O tíquete médio das cotas de veículos pesados passou de R$ 401,40 mil em agosto de 2025 para R$ 223,92 mil em agosto de 2026, queda de 44,2%.

Segundo o economista, mudanças na composição dos bens adquiridos podem explicar parte da redução. Os dados também são compatíveis com a escolha de cotas de menor valor, em um cenário de maior cautela nos investimentos. Galhardo aponta ainda que a entrada de equipamentos importados mais baratos pode estar influenciando as decisões de renovação do parque de máquinas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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