Publicado em: 14/05/2026 às 10:40hs
O mercado lácteo brasileiro passa a contar com três novos indicadores oficiais desenvolvidos pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. As novas referências são voltadas ao leite UHT, queijo muçarela e leite em pó industrial e chegam ao mercado com foco em ampliar a transparência, a previsibilidade e a gestão de risco na cadeia de lácteos.
O lançamento oficial ocorreu nesta quarta-feira (13), na sede da CNA, em Brasília.
Os novos índices disponibilizados são:
Segundo o Cepea, os indicadores passam a servir como referência oficial para liquidação de contratos OTC (mercado de balcão) desenvolvidos pela StoneX.
A iniciativa representa um avanço importante para o setor lácteo nacional, especialmente em um cenário marcado por oscilações de preços, custos elevados e maior complexidade de mercado.
Além dos novos indicadores, a StoneX lançou uma ferramenta inédita de hedge voltada ao setor leiteiro brasileiro, permitindo que produtores, indústrias e agentes do varejo ampliem estratégias de proteção de margens e gestão financeira.
A expectativa é que a medida contribua para o fortalecimento do mercado futuro de derivativos do leite no Brasil, promovendo maior previsibilidade para os agentes da cadeia.
De acordo com Natália Grigol, pesquisadora responsável pela área de leite do Cepea, o lançamento ocorre em um momento estratégico para o segmento.
Segundo ela, o setor lácteo brasileiro passou por profundas transformações nas últimas décadas, incluindo aumento da produtividade, avanço tecnológico, concentração de mercado e maior competitividade.
Apesar disso, a comercialização do leite e dos derivados ainda convive com elevada volatilidade e incertezas.
“A necessidade de referências confiáveis e de instrumentos mais sofisticados de gestão de risco se torna cada vez mais evidente para a cadeia”, destacou a pesquisadora.
Para a StoneX, a ampliação das ferramentas financeiras pode ajudar empresas do setor a reduzir exposição às oscilações de preços.
Segundo Marianne Tufani, Manager da StoneX Leite Brasil, a volatilidade do mercado lácteo se intensificou nos últimos anos, exigindo soluções mais robustas de proteção financeira.
“O hedge permite transformar incerteza em previsibilidade, dando suporte à sustentabilidade dos negócios em toda a cadeia”, afirmou.
A executiva ressalta ainda que as estratégias são desenvolvidas de forma personalizada, considerando a realidade operacional e o nível de exposição de cada empresa.
A criação dos novos indicadores reforça o movimento de profissionalização da cadeia leiteira brasileira, aproximando o setor de práticas já consolidadas em outros segmentos do agronegócio.
Com maior acesso a instrumentos de gestão de risco, a tendência é de evolução na governança comercial, na previsibilidade de receitas e na estabilidade financeira de produtores e indústrias.
Fonte: Portal do Agronegócio
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