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União Europeia lidera pagamento por carne de Mato Grosso em fevereiro de 2026

Exportações de carne bovina do Mato Grosso têm melhor remuneração na União Europeia, superando China e Oriente Médio


Publicado em: 20/03/2026 às 11:05hs

União Europeia lidera pagamento por carne de Mato Grosso em fevereiro de 2026
UE oferece maior preço para carne bovina de Mato Grosso

A União Europeia foi o mercado que melhor remunerou a carne bovina exportada por Mato Grosso em fevereiro de 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a proteína vendida para o bloco europeu atingiu preço médio de US$ 6.082,14 por tonelada, o maior entre todos os destinos das exportações do estado.

O valor supera significativamente o preço pago por mercados tradicionais, como a China, com média de US$ 4.206,20 por tonelada, e países do Oriente Médio, que pagaram US$ 4.481,37 por tonelada.

Volume exportado e receita gerada

Até fevereiro de 2026, a União Europeia importou 5,3 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), resultando em receita de US$ 32,4 milhões para o estado de Mato Grosso. Apesar de representar uma parcela menor do volume total exportado, o mercado europeu se destaca pela maior capacidade de pagamento por tonelada.

O índice de atratividade das exportações, que mede o retorno econômico por tonelada exportada, coloca a União Europeia na liderança com 119,91 pontos, à frente de outras regiões, como Europa em geral (88,65) e Oriente Médio (80,39).

Reconhecimento da qualidade e sustentabilidade

Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), ressalta que a entrada em mercados exigentes como a União Europeia é estratégica para o setor:

“Mato Grosso tem buscado ampliar o número de mercados atendidos e quando conseguimos acessar destinos mais exigentes, como a União Europeia, isso demonstra que a nossa carne atende padrões elevados de qualidade e sustentabilidade.”

O desempenho reforça o potencial do estado como fornecedor competitivo de carne bovina no mercado internacional, destacando-se não apenas pelo volume exportado, mas também pelo valor agregado das suas proteínas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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