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Produção de carne suína no Brasil cresce 4,9% em 2015 e consumo também aumenta

A produção brasileira de carne suína aumentou 4,9% em 2015, quando o consumo per capita do produto também cresceu, chegando a 15,08 quilos por habitante/ano, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) na quinta-feira (28)


Publicado em: 01/02/2016 às 19:00hs

Produção de carne suína no Brasil cresce 4,9% em 2015 e consumo também aumenta

A produção de carne suína somou 3,6 milhões de toneladas em 2015, totalizando 41,3 milhões de animais produzidos no ano, alta de 3,4% ante 2014.

O consumo por habitante cresceu 2,5% em relação a 2014. “Pela primeira vez, o brasileiro está consumido mais de 15 quilos anualmente”, disse o presidente executivo da ABPA, Francisco Turra. “Além dos fatores de mercado, também influenciou esta elevação as iniciativas promovidas em todo o país, de conscientização da população sobre os valores nutricionais e a qualidade da carne suína”.

A Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS) têm promovido campanhas para incentivar o consumo de carne suína no país. O diretor executivo da ABCS, Nilo de Sá, já havia dito à CarneTec no início de janeiro que o consumo per capita da carne suína no Brasil em 2015 fecharia acima do 15 quilos por habitante/ano.

“A soma de fatores como a alta no preço da carne bovina e a influência da crise na renda fez o consumidor buscar proteínas mais acessíveis”, disse o vice-presidente de suínos da ABPA, Rui Eduardo Saldanha Vargas, em comunicado enviado pela entidade.

A ABPA informou que o principal estado produtor em 2015 foi Santa Catarina, com 900,5 mil toneladas, alta de 5,4% ante 2014. Em seguida, ficou o Rio Grande do Sul, com alta de 5%, a 713,6 mil toneladas. Em terceiro lugar, ficou o Paraná, com 542,3 toneladas, volume 6,1% maior que em 2014. Minas Gerais foi o quarto principal estado produtor, com 400,1 mil toneladas, elevação de 4,2%.

Já o maior crescimento de produção entre os estados brasileiros ocorreu no Mato Grosso, com alta de 12,3%, totalizando 265,9 mil toneladas.

Turra disse que a elevação dos custos da produção relacionados aos gastos de insumos e de mão-de-obra podem afetar o desempenho do setor em 2016.

“As empresas estão preocupadas com o aumento de custos neste início de ano, impactados pela forte elevação do preço do milho e também por um sensível crescimento nos custos de mão de obra, além de combustíveis e energia”, disse Turra, em nota enviada pela ABPA. “Há um conjunto de situações que estão se somando neste momento, e que podem reduzir a capacidade competitiva do setor”.

Fonte: CarneTec

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