Frigoríficos e Abatedouros

IPPE 2026 destaca automação, sustentabilidade e bem-estar animal como eixos da nova geração da produção de proteína

Realizada em Atlanta (EUA), a International Production & Processing Expo mostrou que a indústria global de proteína animal caminha para maior eficiência, integração tecnológica e previsibilidade operacional


Publicado em: 12/02/2026 às 10:35hs

IPPE 2026 destaca automação, sustentabilidade e bem-estar animal como eixos da nova geração da produção de proteína
Foto: Acervo GPT
IPPE 2026 consolida tendências para o futuro da proteína animal

A International Production & Processing Expo (IPPE) 2026, realizada em Atlanta (EUA), reforçou sua posição como um dos principais eventos globais da indústria de proteína animal, reunindo fabricantes, especialistas e produtores para discutir os rumos do setor.

Segundo análise de Glauber Marafon, Diretor de Negócios Proteína na Grain & Protein Technologies América do Sul, a feira funcionou como um termômetro estratégico para identificar tendências que devem orientar decisões técnicas e investimentos ao longo do ano.

“A IPPE 2026 mostrou uma indústria cada vez mais orientada pela eficiência, pela integração tecnológica e pela previsibilidade operacional”, destacou Marafon.

Automação e uso de dados impulsionam a eficiência produtiva

Entre as tendências mais evidentes da edição deste ano, o avanço da automação e da integração de sistemas foi um dos principais destaques. O controle ambiental das granjas está migrando para modelos mais inteligentes e conectados, que utilizam dados em tempo real para reduzir a variabilidade produtiva e otimizar a performance dos lotes.

Essa evolução vem acompanhada de uma pressão crescente por eficiência operacional, impulsionada pelo aumento dos custos energéticos e de insumos. A meta das empresas é alcançar maior produtividade por área instalada, com uso racional de recursos e redução de perdas ao longo da cadeia.

Bem-estar animal e sustentabilidade ganham papel estratégico

O bem-estar animal, antes tratado como diferencial competitivo, passou a ser parte essencial da base tecnológica das operações. As soluções voltadas à ambiência, conforto térmico e precisão no manejo agora estão diretamente associadas ao desempenho produtivo e à rentabilidade.

Ao mesmo tempo, a sustentabilidade deixou de ser apenas uma diretriz conceitual e passou a orientar decisões práticas de investimento. Os projetos apresentados durante o evento enfatizaram eficiência energética, redução de desperdícios e adequação às normas ambientais e de mercado.

“Hoje, a sustentabilidade é vista como um pilar operacional. Ela não apenas reduz custos, mas garante acesso a mercados e fortalece a imagem da cadeia produtiva”, analisou Marafon.

Integração tecnológica define novo modelo produtivo

A IPPE 2026 também evidenciou o avanço da integração de sistemas produtivos, com destaque para soluções que conectam equipamentos, automação e gestão de dados.

As marcas que compõem a Grain & Protein Technologies — como a Cumberland, voltada à automação e ambiência, e a Tecno, especializada em equipamentos e manejo — apresentaram tecnologias que permitem uma abordagem integrada de produção, alinhada às transformações da indústria global.

“O setor caminha para uma convergência tecnológica em que automação, dados e sustentabilidade atuam de forma sinérgica para garantir previsibilidade e desempenho”, afirmou Marafon.

América do Sul ganha protagonismo no cenário global

Outro ponto relevante foi a forte presença de profissionais sul-americanos, reforçando a importância crescente da região na produção mundial de proteína animal.

A feira mostrou um ambiente mais técnico, conectado e aberto à adoção de tecnologias que ofereçam retorno comprovado sobre o investimento, com foco em competitividade e resultados mensuráveis.

“A América do Sul se consolida como uma referência em eficiência produtiva e capacidade de adoção tecnológica. O potencial da região é estratégico para o equilíbrio global do setor”, destacou o executivo.

Conclusão: tecnologia e integração serão essenciais em 2026

Como síntese, a IPPE 2026 sinaliza uma mudança estrutural na produção de proteína animal. A tomada de decisão baseada em dados, aliada à eficiência energética e à integração operacional, passa a definir o novo padrão de competitividade global.

Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser um diferencial e se consolida como requisito fundamental para garantir desempenho consistente, previsibilidade e sustentabilidade na cadeia de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --