Publicado em: 23/09/2016 às 13:30hs
A missão começa nesta terça-feira, 20, e segue até sexta-feira, 23. Outra unidade do estado, o Cooperfrigu, de Gurupi (sul do Tocantins), deverá receber a missão na primeira quinzena de outubro.
As informações são do presidente do Sindicato das Indústrias Frigorificas de Carnes Bovinas, Suínas, Aves, Peixes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarnes-TO), Oswaldo Stival Júnior.
Para ele, a abertura de venda para os Estados Unidos é importante por credenciar o Tocantins a alcançar outros mercados internacionais. “Uma abertura que coloca o Estado pronto pra receber qualquer visita internacional e nos credencia pra mercados que o Brasil está buscando habilitar”, disse.
Ele informou ainda que no próximo mês é aguardada no Tocantins reunião da União Europeia chancelar o Tocantins a exportar carne in natura para a Europa.
Conforme dados da Secretaria da Agricultura do Tocantins, em 2015, o volume exportado de carne bovina foi de quase 50 mil toneladas (exatos 49.801.606 quilos), resultando num montante financeiro de R$ 161 milhões.
Além do Minerva e Cooperfrigu, a abertura de mercado para os Estados Unidos poderá beneficiar mais duas plantas frigoríficas do Estado: JBS Friboi, em Araguaína, e Masterboi, de Nova Olinda, também no norte tocantinense. O fim da barreira pode ser um alento para o setor no Estado, que vive uma crise. Em um ano foram 1,5 mil demissões, com queda de 22% na produção, conforme revelou, com exclusividade, o Norte Agropecuário.
EXPORTAÇÕES PARA EUA
As exportações de carne bovina in natura para os Estados Unidos já começaram. Dois contêineres com o produto saíram de Mato Grosso do Sul com destino ao país. O primeiro deles, da Marfrig Global Foods, foi embarcado nesse domingo (18), em Bataguassu. O outro, da JBS, saiu de Campo Grande, nessa segunda-feira (19).
O processo de habilitação dos frigoríficos foi concluído em tempo recorde pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O acordo comercial Brasil e EUA foi firmado em 1º de agosto, depois de vários anos de negociação.
A negociação com os EUA foi concluída pelo ministro Blairo Maggi e anunciada durante solenidade no Palácio do Planalto, com o presidente Michel Temer.
FEBRE AFTOSA
Atualmente, 14 estados livres da febre aftosa com vacinação estão aptos a vender carne in natura para o mercado norte-americano. Os Estados Unidos já são tradicionais importadores de carne industrializada do Brasil.
Os frigoríficos interessados em exportar carne bovina in natura para os Estados Unidos devem pedir a habilitação ao Mapa, desde que já tenham registro no Serviço de Inspeção Federal (SIF).
O ministério verifica se a empresa cumpre os requisitos sanitários exigidos pelas autoridades americanas. Caso a empresa atenda a todos as exigências, o ministério indica o estabelecimento aos EUA, que então faz a homologação com base no acordo de equivalência. Depois disso, a exportação da carne bovina in natura é autorizada.
Fonte: NORTE AGROPECUARIO
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