Publicado em: 08/07/2016 às 07:45hs
O Brasil precisaria elevar a taxa de desfrute do rebanho em 10%, para entre 24% e 26%, e aumentar o peso das carcaças, para 22 a 24 arrobas, se quiser assumir o posto de maior produtor de carne bovina do mundo, disse o presidente do conselho de administração da Marfrig, Marcos Molina, durante palestra no Global Agribusiness Forum 2016, em São Paulo, na terça-feira (5).
“Com genética e manejo, a gente consegue chegar a isso”, disse Molina. “Já temos o maior rebanho comercial do mundo, não precisamos aumentar área de pastagem, temos água e as condições para chegar a essa produção.”
Apesar de possuir o maior rebanho comercial do mundo, o Brasil produz menos carne bovina que os Estados Unidos, maior produtor global.
Molina disse que a Marfrig tem buscado trabalhar com toda a cadeia produtiva para melhorar a qualidade da carne. Segundo ele, o setor já conquistou avanços nos últimos 10 anos, o que ajudou a atingir novos mercados internacionais. “A nossa carne tem um sabor inigualável que é um diferencial de outros mercados. O Brasil precisa fazer marketing disso.”
O sistema de controle de animais no país também deve ser mais rigoroso, segundo Molina, para garantir a qualidade da carne. Ele citou a criação do Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) como uma das iniciativas que ajudarão a alcançar esse objetivo.
As plantas da Marfrig em Tangará (MT) e Paranatinga (MT) serão as primeiras a utilizar o sistema de controle de pesagem das carcaças supervisionado pelo Imac, que tem o objetivo de promover a carne do estado de Mato Grosso e pretende iniciar certificação de qualidade dos produtos ainda neste ano, conforme disse o presidente da entidade à CarneTec, em junho.
Fonte: CarneTec
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