Publicado em: 21/06/2016 às 19:10hs
Foram abatidos 7,3 milhões de bois, queda de 5,8% ante o mesmo período de 2015 e de 5,2% na comparação com o último trimestre do ano passado, considerando bovinos abatidos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária.
A redução no abate de bovinos ocorreu em 21 dos 27 estados brasileiros incluídos na metodologia do IBGE, sendo que as maiores quedas foram em Goiás (-116,08 mil cabeças), Minas Gerais (-114,89 mil cabeças) e Mato Grosso do Sul (-63,96 mil cabeças).
A queda no abate de bovinos já vem ocorrendo desde o ano passado, quando a baixa oferta de boi gordo em meio à desaceleração do consumo interno provocou a redução da atividade dos frigoríficos. Em 2015, como um todo, o abate de bovinos somou 30,6 milhões, queda de 9,6% ante 2014.
Suínos e frangos
Já o abate de suínos somou 10 milhões de cabeças, aumento de 9,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2015. Em relação ao último trimestre de 2015, houve queda de 1,5%.
O aumento dos abates, na comparação anual, ocorreu em 17 das 25 unidades federativas brasileiras com unidades de abates avaliadas na pesquisa do IBGE. O Paraná registrou o maior aumento (237,08 mil cabeças), seguido de Rio Grande do Sul (223,35 mil cabeças) e Santa Catarina (158,90 mil cabeças). Esses três estados foram responsáveis por 66,3% do abate nacional de suínos no primeiro trimestre.
No segmento de frangos, o abate foi de 1,5 bilhão de aves nos três primeiros meses de 2016, alta de 7,1% ante o mesmo período de 2015 e queda de 1,8% em relação ao trimestre anterior.
Quatorze dos 25 estados brasileiros considerados pelo IBGE elevaram a produção, com destaque para Paraná (40,19 milhões de cabeças), Rio Grande do Sul (22,06 milhões de cabeças), Goiás (13,22 milhões de cabeças) e Minas Gerais (9,87 milhões de cabeças).
Os frigoríficos de carnes de aves e suínos tiveram forte demanda externa pelos produtos nos primeiros meses do ano, embora o consumo doméstico também esteja retraído.
Fonte: CarneTec
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