FMC solicita registro de rimisoxafeno no Brasil para controle de plantas daninhas resistentes
Ingrediente ativo apresentado pela empresa como herbicida de duplo modo de ação entra em análise regulatória; produto ainda não tem autorização para venda ou uso
Publicado em: 07/10/2026 às 07:00hs
A FMC Corporation submeteu às autoridades regulatórias brasileiras o dossiê do rimisoxafeno, ingrediente ativo em desenvolvimento para o controle de plantas daninhas. Apresentado pela companhia como o primeiro herbicida do setor com duplo modo de ação, o produto busca ampliar as alternativas de manejo diante da resistência a herbicidas nas lavouras de soja e milho.
O pedido brasileiro é o segundo apresentado pela empresa no processo global de registro da molécula. A primeira solicitação foi encaminhada à Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) em julho de 2026.
O rimisoxafeno ainda não está registrado para venda ou uso no Brasil nem em outros países. A submissão do dossiê inicia uma etapa de avaliação, e sua eventual disponibilização depende das aprovações regulatórias necessárias.
Resistência a herbicidas desafia lavouras de soja e milho
Segundo os dados apresentados pela FMC, o Brasil reúne aproximadamente 50 milhões de hectares de soja e mais de 20 milhões de hectares de milho. Nesse mercado, a resistência de plantas daninhas de folhas largas representa um desafio crescente para os programas de controle.
Entre as espécies citadas pela companhia está o caruru-roxo (Amaranthus hybridus), com resistência ao glifosato e a herbicidas inibidores da acetolactato sintase, conhecidos como inibidores da ALS.
A empresa também destaca o caruru-palmeri (Amaranthus palmeri), descrito como planta daninha quarentenária regulamentada e uma ameaça à produtividade das culturas.
Para Leonardo Bastos, vice-presidente e diretor de marketing da FMC, a complexidade desses problemas aumenta a necessidade de novas alternativas. Segundo o executivo, o pedido de registro integra a estratégia de desenvolvimento de soluções para os produtores brasileiros.
Duplo modo de ação busca ampliar opções de manejo
De acordo com a FMC, o rimisoxafeno está classificado nos Grupos 12 e 32 do Comitê de Ação de Resistência a Herbicidas. A companhia apresenta essa característica como uma possibilidade de diversificação dos programas de manejo de plantas daninhas e de apoio ao controle da resistência no longo prazo.
Nos testes de campo conduzidos pela empresa, o ingrediente ativo demonstrou atividade consistente contra plantas daninhas de folhas largas de sementes pequenas, incluindo aquelas resistentes a outros herbicidas.
Os resultados relatados pela FMC integram o desenvolvimento da molécula, que permanece sujeita à avaliação regulatória antes de qualquer autorização comercial.
Pedido integra desenvolvimento de novos herbicidas da FMC
O rimisoxafeno é o terceiro ingrediente ativo inovador para herbicidas que a companhia encaminha à submissão regulatória no Brasil, após Isoflex™ e Dodhylex™.
Segundo a empresa, os pedidos fazem parte de seu programa de pesquisa e desenvolvimento em proteção de cultivos. A submissão das formulações com rimisoxafeno está prevista para ocorrer conforme o processo regulatório avançar no país.
Venda e uso dependem de aprovação regulatória
Não há, no anúncio, uma data definida para a chegada do rimisoxafeno ao mercado brasileiro. O cronograma e o resultado do processo dependem da análise das autoridades competentes.
Até a obtenção de todas as aprovações exigidas, o produto não pode ser ofertado, vendido ou utilizado.
Fonte: Portal do Agronegócio
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